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Nova galeria de onças-pintadas no ar

Posted by campossallesfotografia em 05/10/2010

Onça-pintada fotografada com Nikon D700 e Nikkor 600mm f/4 AF-S

Pessoal, coloquei no meu site uma galeria nova, de onças-pintadas. Dê uma olhada!

Link direto pra galeria

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A história de um lifer.

Posted by campossallesfotografia em 25/09/2010

Assim que cheguei na Pousada Embiara, nas margens do Rio Negro, em Aquidauana MS, perguntei ao Paul, o dono, se ele ouvia corujas por alí. Imaginei que sim pois a pousada fica instalada bem dentro de uma mata. A resposta era a que eu mais esperava, pois é um bicho que procuro faz tempo: “sim claro, temos a coruja-preta aqui, ela canta direto atrás da pousada!”

Não precisa nem dizer que fiquei super ansioso, esperando cair a noite. Assim que escureceu fui com um cliente e o Paul fazer uma caminhada numa estradinha dentro da mata. Logo encontro uma mãe-da-lua-gigante (Nyctibius grandis), um bicho realmente grande, com 50 cm, ainda vimos ele voando – envergadura enorme! E o mais legal é que ele estava cantando. É um som muito estranho…

Nyctibius grandis gravado por Sebastian Herzog na Bolivia.

Depois disso andamos mais um pouco e ouvimos um barulho alto de um bicho andando ao lado da estrada, a poucos metros de nós. Ele estava se movimentando, aparentemente nervoso pois fazia corridas curtas. Era uma anta com seu filhote, um de cada lado da estrada e nós no meio! Infelizmente não conseguimos ver nenhum dos dois, mas também não insistimos muito pra não estressa-los demais.

Um pouco a frente ouvimos vários caburés (Glaucidium brasilianum) cantando, mas nada da coruja-preta. Estava muito cansado da viagem longa daquele dia, fica pra outra noite. Só que nas duas noites seguintes o tempo esfriou bem e estava ventando, bem difícil pra coruja. Até tentei o playback mas nada, nenhuma resposta. Já estava achando que, mais uma vez, essa coruja ia me iludir.

Somente na quarta noite finalmente ela resolve cantar. Era uma noite mais quente e bem calma, embora sem lua alguma. Ouvimos ela cantando em uma árvore grande atrás da sede da pousada. Fui com o Stephan, filho do Paul, chamei com playback e ela veio na hora! Nem acreditei, ali na minha frente uma coruja-preta (Strix huhula). Fiz várias fotos, mas a melhor mesmo saiu no dia seguinte, quando ela apareceu novamente. Dessa vez não foi preciso nem fazer playback.

Strix huhula gravada por Myriam Velazquez no Paraguai. Canto similar ao que ouvi na maioria das vezes na Embiara.

Coruja-preta (Strix huhula). Nikon D700, Nikkor 600mm, SB-900

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Jaguars!

Posted by campossallesfotografia em 21/09/2010

Oi pessoal! Finalmente estou de volta, foi uma viagem longa pelo Pantanal, primeiro na parte norte, no Rio Cuiabá, Piquiri e outros próximo à Porto Jofre… território de muitas onças-pintadas, ou os jaguars, como os gringos a chamam. Acho que em nenhum outro local existem tantas onças quanto lá. A emoção de ver uma onça-pintada na natureza é indescritível, já tinha visto algumas na Amazônia, mas sempre muito distantes e por breves segundos. É um bicho enorme, lindo.

A razão pra grande quantidade de onças por lá têm várias explicações:

1) O ecossistema como um todo é muito rico, uma cadeia alimentar enorme, com muitas aves, jacarés e mamíferos variados como capivaras, queixadas, ariranhas, lontras, veados, etc. Ou seja, há muito alimento pras onças o que permite uma densidade populacional maior que na Amazônia, por exemplo, onde caçar não deve ser fácil.

2) O gado criado nas fazendas da região também pode ajudar a aumentar a população de onças, já que constitui outra fonte de alimento relativamente fácil de capturar, principalmente os bezerros.

3) No passado sei por experiência própria que os fazendeiros caçavam muitas onças na região pois essas atacavam seus gados. Hoje as leis são mais rígidas então esse tipo de caça é bem menor. Não se enganem, ainda ocorre, mas em menor quantidade que antigamente, até porque existe um turismo na região especializado em onças e portanto um lobby e fiscalização contra a caça delas, mesmo que isso crie conflitos com alguns fazendeiros.

4) Os rios da região sempre foram muito frequentados por barcos de pescadores. Com o tempo parece que as onças perderam o medo do barulho dos motores de popa, principalmente hoje em dia que a caça já não ocorre mais abertamente… a verdade é que as onças estão perdendo o medo do ser humano e esse pode ser o ponto-chave pra tantos avistamentos.

5) Parece que as onças na região gostam de caçar jacarés na beira do rio, o que as torna mais visível. Pelo menos vimos onças tentando capturar jacarés (e até uma ariranha!) em algumas ocasiões. Fala-se em cevas e não duvido que isso até ocorra, principalmente em outras regiões como em Cáceres, mas confesso que ali não vi nem sinal disso e conversando com os piloteiros eles desconhecem a prática. Até porque viamos as onças (no total 7 em 3 dias e meio) na beira dos rios em locais muito distintos e quase nunca paradas, sempre andando procurando jacarés. Ou seja, elas não estavam em um determinado ponto a espera de alimento.

Enfim, fiz muitas fotos nessa viagem, não só de onças claro… aos poucos vou postando. Por enquanto vai dessa pintada mal encarada.

Onça-pintada na beira do Rio Piquiri, divisa do MT com MS. Nikon D700, Nikkor 600mm + TC 1.4x

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Fotografando em um barco

Posted by campossallesfotografia em 25/07/2010

Uma das melhores formas de se aproximar da fauna é com um barco. Principalmente no Pantanal, onde grande parte dos animais se concentram nas margens dos rios ou nos próprios rios. Na minha última viagem ao Pantanal tentamos, sem muito sucesso, se aproximar de uma família de ariranhas. Infelizmente elas estavam extremamente ariscas devido ao fato de estarem com um filhote. É incrível como nadam rápido, literalmente em questão de poucos segundos podem percorrer uma centena de metros em baixo d’água.

No entanto encontramos uma lontra que permitiu um pouco mais de aproximação. Fomos seguindo ela rio abaixo com o silencioso motor elétrico. Aos poucos ela foi se acostumando com nossa presença e voltou a caçar. Capturou um peixe e foi pra margem comer ele. Nossa chance de se aproximar mais a fazer umas fotos. Conseguimos chegar bem perto e eu e meus clientes fizemos ótimas fotos dessa espécie geralmente arisca.

No barco eu fotografo com a 600mm, bem posicionada com o tripé, de forma que eu posso fotografar em ambos os lados do barco. Claro que quem se posiciona na proa tem a vantagem de poder fotografar pra frente também. Ao posicionar o tripé no barco é importante se certificar que ele está nivelado e também que suas pernas ocupam o maior espaço possível (além da abertura normal), garantindo melhor estabilidade e mais segurança.

Como o barco normalmente está em movimento, ao sabor da correnteza, fica difícil conseguir o foco com o modo tradicional de AF (single, na Nikon), pois ao fazer o foco e recompor o assunto já pode ter saído da distância de foco. A solução é usar foco contínuo e alterar a localização do ponto de foco pra pode evitar aquela composição centralizada. Dessa forma mesmo com o barco em movimento o foco é sempre atualizado.

A mesma técnica é usada pra fotografar muitos outros habitantes das margens dos rios:

Tapicuru-de-cara-pelada (Phimosus infuscatus)

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Não é história de pescador!

Posted by campossallesfotografia em 05/07/2010

Dentre as aves que se alimentam de peixes, os martins-pescadores com certeza se destacam. No Pantanal podemos encontrar as 5 espécies que ocorrem na América do Sul. Há grande abundância dessas aves lá na estação seca devido ao grande número de peixes. É um ecossistema muito rico em todos os sentidos. O vídeo abaixo foi feito na minha última viagem pra lá agora em Junho. Quem está fotografando é um cliente meu, mas é claro que eu também fiz umas fotos 🙂

Geralmente os martim-pescadores são aves muito ariscas, não permitem aproximação se você chega a pé. Mas como acontece com muitas outras aves, se você consegue se aproximar devagar de carro ou barco, com certeza vai conseguir chegar bem mais perto. Foi o que aconteceu nesse caso, quando usamos um barco com motor elétrico (silencioso) pra chegar bem perto.

Martim-pescador-grande (Megaceryle torquata), fêmea

Essa espécie é a mais comum e também a maior. São territorialistas agressivos, mas no Pantanal a oferta de comida é tão grande que eles convivem na boa com outras espécies.

Martim-pescador-verde (Chloroceryle amazona), fêmea

Vimos a sequencia toda: esse martim mergulhou no rio e pegou esse pacuzinho. O peixe era obviamente muito largo para caber na sua garganta. Primeiro ela matou o pacu com repetidas pancadas contra o galho (dá pra ver as escamas) e depois tentou engolir. Achei que ía desistir o jogar o peixe na água pras piranhas comerem, mas aí ela simplesmente dobrou o peixe ao meio e engoliu assim! Incrível.

Martim-pescador-pequeno (Chloroceryle americana), macho

Esse já é bem menor que os outros dois, é mais difícil de encontrar, embora não chegue a ser raro. A melhor forma de diferenciar pra espécie acima, além do tamanho, são as manchas brancas na asa.

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Manhãs pantaneiras

Posted by campossallesfotografia em 23/06/2010

O nascer-do-sol é a minha hora preferida do dia, é quando o ar está mais fresco, o céu mais limpo e todos os animais mais ativos, iniciando as atividades do dia. Isso é especialmente verdade no Pantanal, por isso faço questão de levantar antes do nascer-do-sol, que aliás é diferente a cada dia.

Nesse dia o sol nasceu assim em frente à Fazenda Barranco Alto, no Pantanal de Aquidauana. Foto feita com a D700 e Nikkor 24mm f/2.8.

Logo depois achei, no mesmo brejo, esse socó-boi (Tigrisoma lineatum) caçando o café-da-manhã. D700 e Nikkor 600mm f/4.

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Livro “Pantanal Wildlife”

Posted by campossallesfotografia em 30/04/2010

Ontem chegou na minha caixa de correio o livro Pantanal Wildlife, de James Lowen. Tem duas fotos minhas nesse livro, de uma lontra e de um casal de corujinha-do-mato (abaixo). Interessante que as duas fotos foram feitas aqui em Campinas mesmo, pertinho de casa. Achei o livro bem legal, com ótima impressão e  bastante informação não só das principais espécies de animais (mamíferos, répteis, anfíbios, peixes, aves e insetos) como também sobre algumas das principais pousadas do Pantanal, incluindo a Barranco Alto, que vou daqui uns 2 meses.

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