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Fotografia e Birding

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Nova galeria de onças-pintadas no ar

Posted by campossallesfotografia em 05/10/2010

Onça-pintada fotografada com Nikon D700 e Nikkor 600mm f/4 AF-S

Pessoal, coloquei no meu site uma galeria nova, de onças-pintadas. Dê uma olhada!

Link direto pra galeria

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Fotografe os detalhes

Posted by campossallesfotografia em 01/10/2010

Existem duas regrinhas básicas de composição em fotografia que quando possível costumo lembrar e seguir. A primeira é simplificar. Uma foto simples, sem assuntos demais, é quase sempre mais efetiva. Vai direto ao ponto, de forma simples e elegante. Outra regra, que tem mais a ver com essa foto abaixo, é a de se aproximar, enxergar e valorizar através de boa composição os pequenos detalhes na cena.

A foto abaixo é dos detalhes da asa de uma arara-vermelha-grande (Ara chloropterus). A arara era selvagem, simplesmente pousou próximo de nós e abriu a asa. A maioria das pessoas já iria direto querer pegar a foto inteira com menos zoom ou com uma lente menor, mostrando toda a arara com a asa aberta. Eu até poderia ter feito isso, tinha uma 300mm do meu lado. Mas na hora eu vi a possibilidade de fazer uma foto meio “abstrata” dos padrões e cores da asa, mostrando as 3 principais cores dessa espécie, e continuei com a 600mm, chegando o mais próximo possível, limitado apenas pela distância mínima de foco. O vermelho na parte de cima e as curvas suaves das penas dão harmonia na composição. Na hora também lembrei que quanto mais próximo, menor a profundidade de campo. Então pra conseguir a maioria das penas em foco e nítidas, diminuí a abertura pra f/11.

Nikon D700, Nikkor 600mm f/4 AF-S

Em fotos de aves é especialmente difícil quebrar a “barreira” do simples registro, da foto do animal em si. Tente fazer isso da próxima vez, pense na composição, o resultado as vezes diz mais do que um registro clássico.

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A história de um lifer.

Posted by campossallesfotografia em 25/09/2010

Assim que cheguei na Pousada Embiara, nas margens do Rio Negro, em Aquidauana MS, perguntei ao Paul, o dono, se ele ouvia corujas por alí. Imaginei que sim pois a pousada fica instalada bem dentro de uma mata. A resposta era a que eu mais esperava, pois é um bicho que procuro faz tempo: “sim claro, temos a coruja-preta aqui, ela canta direto atrás da pousada!”

Não precisa nem dizer que fiquei super ansioso, esperando cair a noite. Assim que escureceu fui com um cliente e o Paul fazer uma caminhada numa estradinha dentro da mata. Logo encontro uma mãe-da-lua-gigante (Nyctibius grandis), um bicho realmente grande, com 50 cm, ainda vimos ele voando – envergadura enorme! E o mais legal é que ele estava cantando. É um som muito estranho…

Nyctibius grandis gravado por Sebastian Herzog na Bolivia.

Depois disso andamos mais um pouco e ouvimos um barulho alto de um bicho andando ao lado da estrada, a poucos metros de nós. Ele estava se movimentando, aparentemente nervoso pois fazia corridas curtas. Era uma anta com seu filhote, um de cada lado da estrada e nós no meio! Infelizmente não conseguimos ver nenhum dos dois, mas também não insistimos muito pra não estressa-los demais.

Um pouco a frente ouvimos vários caburés (Glaucidium brasilianum) cantando, mas nada da coruja-preta. Estava muito cansado da viagem longa daquele dia, fica pra outra noite. Só que nas duas noites seguintes o tempo esfriou bem e estava ventando, bem difícil pra coruja. Até tentei o playback mas nada, nenhuma resposta. Já estava achando que, mais uma vez, essa coruja ia me iludir.

Somente na quarta noite finalmente ela resolve cantar. Era uma noite mais quente e bem calma, embora sem lua alguma. Ouvimos ela cantando em uma árvore grande atrás da sede da pousada. Fui com o Stephan, filho do Paul, chamei com playback e ela veio na hora! Nem acreditei, ali na minha frente uma coruja-preta (Strix huhula). Fiz várias fotos, mas a melhor mesmo saiu no dia seguinte, quando ela apareceu novamente. Dessa vez não foi preciso nem fazer playback.

Strix huhula gravada por Myriam Velazquez no Paraguai. Canto similar ao que ouvi na maioria das vezes na Embiara.

Coruja-preta (Strix huhula). Nikon D700, Nikkor 600mm, SB-900

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Jaguars!

Posted by campossallesfotografia em 21/09/2010

Oi pessoal! Finalmente estou de volta, foi uma viagem longa pelo Pantanal, primeiro na parte norte, no Rio Cuiabá, Piquiri e outros próximo à Porto Jofre… território de muitas onças-pintadas, ou os jaguars, como os gringos a chamam. Acho que em nenhum outro local existem tantas onças quanto lá. A emoção de ver uma onça-pintada na natureza é indescritível, já tinha visto algumas na Amazônia, mas sempre muito distantes e por breves segundos. É um bicho enorme, lindo.

A razão pra grande quantidade de onças por lá têm várias explicações:

1) O ecossistema como um todo é muito rico, uma cadeia alimentar enorme, com muitas aves, jacarés e mamíferos variados como capivaras, queixadas, ariranhas, lontras, veados, etc. Ou seja, há muito alimento pras onças o que permite uma densidade populacional maior que na Amazônia, por exemplo, onde caçar não deve ser fácil.

2) O gado criado nas fazendas da região também pode ajudar a aumentar a população de onças, já que constitui outra fonte de alimento relativamente fácil de capturar, principalmente os bezerros.

3) No passado sei por experiência própria que os fazendeiros caçavam muitas onças na região pois essas atacavam seus gados. Hoje as leis são mais rígidas então esse tipo de caça é bem menor. Não se enganem, ainda ocorre, mas em menor quantidade que antigamente, até porque existe um turismo na região especializado em onças e portanto um lobby e fiscalização contra a caça delas, mesmo que isso crie conflitos com alguns fazendeiros.

4) Os rios da região sempre foram muito frequentados por barcos de pescadores. Com o tempo parece que as onças perderam o medo do barulho dos motores de popa, principalmente hoje em dia que a caça já não ocorre mais abertamente… a verdade é que as onças estão perdendo o medo do ser humano e esse pode ser o ponto-chave pra tantos avistamentos.

5) Parece que as onças na região gostam de caçar jacarés na beira do rio, o que as torna mais visível. Pelo menos vimos onças tentando capturar jacarés (e até uma ariranha!) em algumas ocasiões. Fala-se em cevas e não duvido que isso até ocorra, principalmente em outras regiões como em Cáceres, mas confesso que ali não vi nem sinal disso e conversando com os piloteiros eles desconhecem a prática. Até porque viamos as onças (no total 7 em 3 dias e meio) na beira dos rios em locais muito distintos e quase nunca paradas, sempre andando procurando jacarés. Ou seja, elas não estavam em um determinado ponto a espera de alimento.

Enfim, fiz muitas fotos nessa viagem, não só de onças claro… aos poucos vou postando. Por enquanto vai dessa pintada mal encarada.

Onça-pintada na beira do Rio Piquiri, divisa do MT com MS. Nikon D700, Nikkor 600mm + TC 1.4x

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Visita ao Parque do Zizo

Posted by campossallesfotografia em 02/08/2010

Passei semana passada no Parque do Zizo com um cliente e, claro, fiz muitas fotos. O tempo estava razoável. No primeiro dia uma garoa fina e muito frio, nos outros de forma geral uma neblina forte que chegou a prejudicar em algumas fotos, como quando uma juruva-verde pousou na nossa cara! Mas lá é sempre bom e a viagem rendeu boas fotos. Também registramos 4 espécies novas pro parque, incluindo peixe-frito-pavonino (Dromococcyx pavoninus), que nome hein… um bicho raro. Ficou vocalizando todos os dias atrás da pousada, mas não conseguimos visualizar pois a área era inacessível e o bicho não estava interessado no playback.

A Mata Atlântica primária é uma das florestas mais bonitas do mundo, olha a variedade de árvores, a cachoeira… putz, perfeito. Pra essa foto eu peguei 4 imagens que fiz com a D700 e Nikkor 24mm f/2.8 e mandei pro Photoshop CS5 pelo Lightroom com a opção “Merge to panorama in Photoshop”. Lá o Photoshop fez o trabalho sozinho, e que trabalho…. ficou excelente, não dá pra perceber os pontos de junção. Automaticamente o programa também ajusta incompatibilidades de distorção nas bordas das imagens. Fantástico!

Catirumbavas (Orthogonys chlorycterus)

A catirumbava é uma espécie que está sempre em bandos grandes pelas copas das árvores, então quando elas descem temos que aproveitar! Gostei dessa foto pois passa melhor essa idéia de que é uma espécie que anda em bando.

Saíra-militar (Tangara cyanocephala)

Existe passarinho mais bonito que a saíra-militar? Se existe eu não conheço… É incrível como suas cores brilham, principalmente quando o céu está nublado, dessa forma não há qualquer reflexo nas penas, permitindo que a gente veja suas cores reais.

Sabiá-coleira (Turdus albicollis)

Ao contrário do sabiá-laranjeira, que é mais comum, o sabiá-coleira é bem mais exigente em relação ao habitat. Vivem em florestas e raramente se aventuram muito longe delas. Sempre quis uma boa foto da espécie, acho que agora consegui uma pelo menos…

Depois coloco outras fotos da viagem.

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Fotografando em um barco

Posted by campossallesfotografia em 25/07/2010

Uma das melhores formas de se aproximar da fauna é com um barco. Principalmente no Pantanal, onde grande parte dos animais se concentram nas margens dos rios ou nos próprios rios. Na minha última viagem ao Pantanal tentamos, sem muito sucesso, se aproximar de uma família de ariranhas. Infelizmente elas estavam extremamente ariscas devido ao fato de estarem com um filhote. É incrível como nadam rápido, literalmente em questão de poucos segundos podem percorrer uma centena de metros em baixo d’água.

No entanto encontramos uma lontra que permitiu um pouco mais de aproximação. Fomos seguindo ela rio abaixo com o silencioso motor elétrico. Aos poucos ela foi se acostumando com nossa presença e voltou a caçar. Capturou um peixe e foi pra margem comer ele. Nossa chance de se aproximar mais a fazer umas fotos. Conseguimos chegar bem perto e eu e meus clientes fizemos ótimas fotos dessa espécie geralmente arisca.

No barco eu fotografo com a 600mm, bem posicionada com o tripé, de forma que eu posso fotografar em ambos os lados do barco. Claro que quem se posiciona na proa tem a vantagem de poder fotografar pra frente também. Ao posicionar o tripé no barco é importante se certificar que ele está nivelado e também que suas pernas ocupam o maior espaço possível (além da abertura normal), garantindo melhor estabilidade e mais segurança.

Como o barco normalmente está em movimento, ao sabor da correnteza, fica difícil conseguir o foco com o modo tradicional de AF (single, na Nikon), pois ao fazer o foco e recompor o assunto já pode ter saído da distância de foco. A solução é usar foco contínuo e alterar a localização do ponto de foco pra pode evitar aquela composição centralizada. Dessa forma mesmo com o barco em movimento o foco é sempre atualizado.

A mesma técnica é usada pra fotografar muitos outros habitantes das margens dos rios:

Tapicuru-de-cara-pelada (Phimosus infuscatus)

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Resumo do workshop de tratamento de imagem

Posted by campossallesfotografia em 20/07/2010

Da última quinta-feira a domingo eu ministrei o curso de edição e tratamento de imagem na Reserva Guainumbi com um grupo muito especial. Confesso que as previsões do tempo antes do curso me assustaram um pouco, era de muita chuva e frio. Realmente choveu fino o tempo todo (com curtos intervalos) e fez bastante frio no 1º dia. Mesmo assim todos adoraram. Os comedouros estavam super requisitados e fizemos fotos boas sem precisar se molhar. A chuvinha até deu um charme especial nas fotos. A parte do curso em si foi feita na nova “sala de aula” da Guainumbi, que ficou muito boa, com TV LCD pra passar o curso, cadeiras novas e muitas tomadas pros notebooks. Cobri assuntos desde os mais básicos até os avançados, sempre totalmente focado na edição de imagem pra fotografia. Foi um curso de Lightroom 3 e PhotoshopCS5 de fotógrafo pra fotógrafo, não perdemos tempo com funções raramente utilizadas na edição de fotografias.

Fiz o video abaixo utilizando as filmagens gentilmente cedidas por um dos participantes do curso, Marco Guedes (valeu!). Como todos os videos, pra ver em HD e em tamanho maior clique no ícone HD a direita do video e depois no link pra ir pro site da Vimeo.

Tecelão (Cacicus chrysopterus)

Bico-de-veludo (Schistochlamys ruficapillus)

Saíra-lagarta (Tangara desmaresti)

Devido à procura estou pensando em refazer esse curso em Agosto. Caso tenha interesse favor entrar em contato.

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Não é história de pescador!

Posted by campossallesfotografia em 05/07/2010

Dentre as aves que se alimentam de peixes, os martins-pescadores com certeza se destacam. No Pantanal podemos encontrar as 5 espécies que ocorrem na América do Sul. Há grande abundância dessas aves lá na estação seca devido ao grande número de peixes. É um ecossistema muito rico em todos os sentidos. O vídeo abaixo foi feito na minha última viagem pra lá agora em Junho. Quem está fotografando é um cliente meu, mas é claro que eu também fiz umas fotos 🙂

Geralmente os martim-pescadores são aves muito ariscas, não permitem aproximação se você chega a pé. Mas como acontece com muitas outras aves, se você consegue se aproximar devagar de carro ou barco, com certeza vai conseguir chegar bem mais perto. Foi o que aconteceu nesse caso, quando usamos um barco com motor elétrico (silencioso) pra chegar bem perto.

Martim-pescador-grande (Megaceryle torquata), fêmea

Essa espécie é a mais comum e também a maior. São territorialistas agressivos, mas no Pantanal a oferta de comida é tão grande que eles convivem na boa com outras espécies.

Martim-pescador-verde (Chloroceryle amazona), fêmea

Vimos a sequencia toda: esse martim mergulhou no rio e pegou esse pacuzinho. O peixe era obviamente muito largo para caber na sua garganta. Primeiro ela matou o pacu com repetidas pancadas contra o galho (dá pra ver as escamas) e depois tentou engolir. Achei que ía desistir o jogar o peixe na água pras piranhas comerem, mas aí ela simplesmente dobrou o peixe ao meio e engoliu assim! Incrível.

Martim-pescador-pequeno (Chloroceryle americana), macho

Esse já é bem menor que os outros dois, é mais difícil de encontrar, embora não chegue a ser raro. A melhor forma de diferenciar pra espécie acima, além do tamanho, são as manchas brancas na asa.

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O show das araras

Posted by campossallesfotografia em 29/06/2010

Pra mim a maior atração de Bonito não são os riachos de água cristalina (apesar de serem lindos), mas sim o Buraco das Araras, uma cratera natural de cerca de 90 metros de profundidade, localizada na verdade no município de Jardim, a uns 35 km de Bonito.

A história desse local é interessante, nos anos 70 e 80 o buraco era usado meio que como lixão. Jogavam tudo lá dentro, até pessoas! Imbecis praticavam tiro ao alvo com as araras e, é óbvio, ela foram completamente eliminadas do local. Até que o Seu Modesto decidiu comprar a área e vislumbrou o potencial turístico do local. Com a preservação as araras foram voltando. Hoje já são mais de 50 casais de arara-vermelha-grande (Ara chloropterus) que nidificam em tocas na parede da cratera todos os anos, além de outras aves como periquito-rei, udu-de-coroa-azul, acauã, murucututu, etc.

Ano passado uma visita rápida ao local rendeu várias fotos, que viraram inclusive capa da Terra da Gente. Esse ano 3 dias lá renderam muitas outras fotos. São literalmente centenas de fotos de araras voando. Infelizmente não posso postar as melhores agora por motivos editoriais, mas essas devem servir:

Todas as fotos foram feitas com a D700 e Nikkor 600mm f/4 AF-S. Na maioria das vezes as araras voam longe, do outro lado da cratera, e fotografar nessa distância não fica bom, perde-se muitos detalhes quando fizer o crop. O ideal é focar quando elas passam mais perto, mas aí a janela de oportunidade é bem mais curta e fazer o foco muito mais difícil – mas o resultado vale a pena. Nessa viagem foi especialmente difícil pois a tarde entrava um vento forte e deixava o vôo delas ainda mais rápido e imprevisível.

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Manhãs pantaneiras

Posted by campossallesfotografia em 23/06/2010

O nascer-do-sol é a minha hora preferida do dia, é quando o ar está mais fresco, o céu mais limpo e todos os animais mais ativos, iniciando as atividades do dia. Isso é especialmente verdade no Pantanal, por isso faço questão de levantar antes do nascer-do-sol, que aliás é diferente a cada dia.

Nesse dia o sol nasceu assim em frente à Fazenda Barranco Alto, no Pantanal de Aquidauana. Foto feita com a D700 e Nikkor 24mm f/2.8.

Logo depois achei, no mesmo brejo, esse socó-boi (Tigrisoma lineatum) caçando o café-da-manhã. D700 e Nikkor 600mm f/4.

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