Campos Salles Fotografia

Fotografia e Birding

Não limite sua criatividade

Posted by campossallesfotografia em 12/05/2009

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Com certeza muita gente olhou a foto acima e pensou: “foto ruim, está muito tremida!”. Não, eu não quero que você goste da foto, eu mesmo a considero apenas uma foto razoável. O que quero mostrar é que muitas vezes as pessoas, principalmente fotógrafos novatos, vêm com idéias e gostos pré-concebidos, algo que eles leram em uma revista ou guia de fotografia e usam como se existisse algum tipo de regra pra esse tipo de coisa. Com o tempo se percebe que não existem regras. A fotografia é uma forma de capturar e mostrar aquele momento, a sensação do momento através dos olhos do fotógrafo. Deixo as regras mais rígidas para a fotografia documental tipo fotojornalismo. De resto, vale a expressão do fotógrafo, o que ele quer mostrar com aquela foto. Se você se ater muito às regras, você vai apenas estar limitando a sua criatividade. Fotografar é escrever com a luz, é mostrar o que você sente, e não apenas registrar um momento ou animal dentro daquilo que se julga “tecnicamente correto”.

Enfim, fiz essa foto ontem. Estava fotografando em um lago próximo e, enquanto havia sol, fiz algumas fotos “tradicionais” de aves em vôo, como essa abaixo, com a ave devidamente congelada. No entanto esse bonito sol iluminando as aves logo se escondeu atrás das árvores e na sombra eu simplesmente não estava conseguindo congelar as aves. Aí sim, as fotos estavam ficando tremidas. Ao invés de guardar as coisas e ir pra casa, eu abaixei o ISO, fechei a abertura e fiz algumas fotos pra pegar o movimento das aves, com o intuito de mostrar a velociade e o bater das asas. E como voam rápido esses bichos! O segredo é acompanhar o movimento das aves da forma mais suave possível, assim a água abaixo vai ficar lisinha, aumentando a sensação de velocidade. Facilita se usar um tripé. Um corte meio panoramico também vai aumentar a sensação de velocidade e movimento.

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Qual foto achei mais interessante no dia? Com certeza a primeira. Ah, a espécie é o comum biguá (Phalacrocorax brasilianus), que possui nome que remete ao Brasil, embora sejam encontrados em uma área enorme que vai desde o sul dos EUA até a pontinha austral da América do Sul.

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