Campos Salles Fotografia

Fotografia e Birding

SPECIES PROFILE: Murucututu-de-barriga-amarela (Pulsatrix koeniswaldiana)

Posted by campossallesfotografia em 17/12/2008

 

Murucututu-de-barriga-amarela (Pulsatrix koeniswaldiana)

 

 

De tempos em tempos vou colocar aqui dados sobre algumas espécies de aves, com dicas de onde observar ou fotografar.

A primeira é sobre o murucututu-de-barriga-amarela, uma grande coruja (40cm, família Strigidae) que habita a Mata Atlântica do SE, desde o nível do mar até cerca de 1.500m. Também podem ser encontrados em partes do Paraguai e norte da Argentina.

Espécie florestal, habita o interior de matas úmidas primárias ou ainda as matas secundárias e bordas, podendo inclusive se aventurar em clareiras e outras áreas com árvores esparsas. Preferem as regiões serranas. Em alguns locais são relativamente comuns ao redor de áreas mais abertas, como em Intervales ou próximo à sede da RPPN Parque do Zizo, aonde essas fotos foram feitas. Frequentemente aos casais, caçam somente durante a noite, procurando por insetos grandes, aves dormindo e especialmente roedores e outros mamíferos de porte pequeno ou médio.

Seu canto é fantástico, um dos mais incríveis dentre as corujas, com timbre metálico, inconfundível. É comum o casal cantar em dueto. Por vezes cruzam áreas abertas planando, quase sem bater as asas. Suas penas, assim como o de todas as outras corujas, possuem bordas macias e serrilhadas, o que abafa o som do bater das asas, tornando seu vôo absolutamente silencioso – uma adaptação para conseguir abater presas cada vez mais ariscas, como os roedores.

Em alguns locais é sintópica com o murucututu (Pulsatrix perspicillata), do qual difere principalmente pela cor dos olhos, escuros. No geral botam apenas dois ovos em ocos de árvores, com a fêmea incubando-os durante trinta e sete dias. O macho tem o papel de trazer alimento tanto para a fêmea quanto para os filhotes, que aliás são bem diferentes dos adultos, com plumagem quase toda branca! Como geralmente acontece com as corujas, não há dimorfismo sexual. A época de reprodução acontece com a chegada da primavera e verão, quando as temperaturas são mais amenas e o alimento mais abundante.

De acordo com a Birdlife International, as populações da espécie encontram-se aparentemente estáveis, por isso ela está considerada como espécie de menor preocupação (least concern).

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: