Campos Salles Fotografia

Fotografia e Birding

Amazônia, terra dos superlativos

Posted by campossallesfotografia em 02/12/2008

Acabo de retornar de uma viagem ao norte da Amazônia, guiando um grupo de pescadores norte-americanos (flyfishing). Fomos para uma tributário do médio Rio Negro chamado Rio Caurés, local de muitas outras aventuras no passado.
Araçari-bico-de-marfim
A Amazônia é a floresta mais rica do mundo, lá se encontram a maior quantidade de aves do mundo, infinitas espécies de insetos, répteis, anfíbios, primatas. Há mais peixes na Bacia Amazônia do que em todo o Oceano Atlântico. Seus rios possuem proporções épicas, sendo o Rio Amazonas 8 a 11 vezes maior que o segundo colocado em volume de água! É tanta água que a 70 milhas da costa, em mar aberto, ainda se encontra uma água barrenta, salobra.  Seus tributários também são gigantes, sendo o Rio Negro um dos maiores, com largura de mais de 20 km em alguns pontos!

Toda essa água vem de algum lugar… das chuvas, muito abundantes na região. Mais da metade das chuvas são produzidas localmente, através da evapotranspiração das plantas. O restante vem do mar. As chuvas se formam em nuvens cumulus nimbus muitoTempestade no Rio Negro pesadas e escuras, atingindo alturas impressionantes no céu, um terror para os aviadores. Toda essa chuva frequentemente cai de forma violenta, contribuindo para os quase 3 metros de chuva anual na região.

Foi essa chuva que atrapalhou nossos planos, pois apesar de estarmos no meio da estação seca, os rios estavam muito cheios e quando isso acontece os peixes vão para dentro da floresta alagada, tornando a pescaria difícil. De qualquer forma uma viagem pra Amazônia sempre é boa, e com passeios na mata mostramos um mundo que os turistas não conheciam.  Comer a castanha-do-Brasil (ou castanha-do-Pará), tomar a água pura e fresca do cipó-d’água, observar o trabalho das formigas no solo da floresta, observar o guia mateiro escalar o comprido açaizeiro pra cortar um cacho de açaí fresquinho, conviver com uma comunidade local e aprender como fazem a farinha de mandioca, etc.

Também observamos algumas aves interessantes, como o gavião-branco (Leucopternis albicollis),  gavião-pega-macaco (Spizaetus tyrannus), gavião-de-anta (Daptrius ater), murucututu (Pulsatrix perspicillata), inúmeros bacuraus-de-cauda-barrada (Nyctiprogne leucopyga) sobrevoando o rio ao entardecer, bandos de araçaris-bico-de-marfim (Pteroglossus azara) e araçaris-de-bico-branco (Pteroglossus aracari), tucano-grande-de-papo-branco (Ramphastus tucanus), arapaçu-de-bico-comprido (Nasica longirostris), rouxinol-do-rio-negro (Icterus chrysocephalus), etc.

Agora de volta a Campinas vou retomar alguns projetos e trabalhos de fotografia bem interessantes…

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