Campos Salles Fotografia

Fotografia e Birding

Novo site e blog!

Posted by campossallesfotografia em 02/11/2010

Atenção pessoal, eu mudei meu blog e site de endereço! Favor acessar e atualizar para o endereço abaixo!

www.octaviosalles.com.br/blog

Este blog nesse endereço aqui não será mais atualizado. Assinaturas via e-mail ou RSS deverão ser refeitas no site novo. Espero que goste, vejo vocês lá!

 

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Um pouco de still, pra variar

Posted by campossallesfotografia em 19/10/2010

Estou fazendo umas fotos pro futuro site e loja de cupcakes que minha mulher faz, a Pinky Cupcakes. Apesar de não ser a minha área de especialização, é sempre bom ter contato com outros tipos de fotografia pra reciclar algumas idéias. No fundo todo tipo de fotografia se resume, basicamente, a uma coisa só: qualidade da luz.

Nessas fotos da “linha de produção” procurei simular uma luz natural forte vinda de uma janela próxima. Na verdade a iluminação aí são duas, um flash com sombrinha e outro flash rebatido. Usei a D700 e Nikon 50mm f/1.8. Pra fotos de comida gosto muito de enquadramentos verticais e profundidade de campo pequena.

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Tratamento de imagem – muito além de salvar fotos mal feitas

Posted by campossallesfotografia em 15/10/2010

Quando se fala em tratamento de imagem muitas pessoas pensam ser algo necessário apenas pra salvar fotos mal feitas. Tem sempre aquela perguntinha: “mas tem Photoshop aí?”, como se isso fosse algo ruim. Todas as fotos, mesmo antes da digital, tem “Photoshop”. Antes vc só entregava o filme no laboratório e lá eles faziam um tratamento, mesmo que muito básico, mas faziam. Hoje temos muito mais controle sobre o processo fotográfico, pois esse tratamento, necessário a praticamente TODAS as fotografias, é feito integralmente no computador, com todo o controle que quisermos.

O sensor da câmera digital possui limitações, mesmo as mais profissionais. Perdem feio se comparado à visão humana. Nós enxergamos muito mais tonalidades entre as altas luzes e as sombras, muito mais tridimensionalidade, cores, etc. Por isso o tratamento de imagem é necessário se quisermos extrair o máximo do arquivo RAW gerado pela câmera, pra tentar trazer a imagem de volta àquilo que enxergamos no momento que fizemos a foto. Costumo dizer que a fotografia em si representa uns 70% do processo de produzir uma grande imagem, o resto vai depender de sua habilidade no pós-processamento. Ninguém vai fazer isso pra vc. É um processo que começa no sensor da câmera, na hora de fotografar, e termina no computador (ou na impressão). Essa é a fotografia dos tempos modernos.

Veja as duas fotos abaixo, uma tem tratamento e a outra não. Teoricamente, tudo de certo que eu poderia fazer na hora da foto eu fiz. Ela está bem exposta (com os brancos no limite de estourar), a composição é interessante, etc. Mas essa não foi a imagem que eu vi na hora.

Foto SEM tratamento, do jeito que saiu da câmera.

A imagem que eu vi era mais parecida com essa abaixo. Tinha mais vida, mais cor, mais tridimensionalidade. A água refletia o lindo céu azul daquele dia de Junho no Pantanal e contrastava com o amarelo do bico da garça.

Foto COM tratamento.

Pra quem tem mais interesse sobre o assunto e quer aprender um workflow completo de um fotógrafo pra outro, estou lançando mais um workshop de tratamento de imagem na Guainumbi de 09 a 12 de dezembro. Ótima chance pra quem perdeu os 2 primeiros workshops. Não sei se vou conseguir fazer esse workshop no 1º semestre do ano que vem, então essa pode ser a última oportunidade por um bom tempo. As vagas são limitadas e algumas já estão pré-reservadas, corra e reserva já a sua!

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Resumo do workshop de tratamento de imagem

Posted by campossallesfotografia em 14/10/2010

Nesse feriado fiz o II Workshop de Tratamento de Imagem, na Guainumbi. Foi muito bom e, apesar do clima ruim na maior parte do tempo, todos aproveitaram. As aulas foram bem proveitosas e cobri desde assuntos básicos em tratamento de imagem até os mais avançados. Segue abaixo uma foto do grupo, tirada pela Milena.

Da esquerda pra direita: Eduardo Joel, Samuel Betkowsky, eu, Ivan Angelo, Flavio Sakae, André Luis, Charlie Flesch, Dario Sanches, Paulo Tinoco, Luis Roberto, Sylvio Coelho e Arthur Macarrão.

No último dia, na terça de manhã, o tempo estava bom e saímos pra fotografar no P.E. da Serra do Mar. Tinha muita araponga e fiz algumas fotos, também fotografamos uns bichinhos difíceis como o macuquinho (Scytalopus indigoticus) abaixo.

Passarinho difícil de fotografar, vive no chão da floresta, em emaranhados densos de vegetação.

A noite apareceram algumas corujas próximo à pousada, como a coruja-listrada (Strix hylophila), bom pra treinar técnicas de redução de olhos vermelhos 🙂

Ainda estou na dúvida se lanço mais um workshop similar a esse ou não. Caso vc tenha perdido esse ou o primeiro e tenha interesse em participar de um próximo me avise.

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Nova galeria de onças-pintadas no ar

Posted by campossallesfotografia em 05/10/2010

Onça-pintada fotografada com Nikon D700 e Nikkor 600mm f/4 AF-S

Pessoal, coloquei no meu site uma galeria nova, de onças-pintadas. Dê uma olhada!

Link direto pra galeria

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Fotografe os detalhes

Posted by campossallesfotografia em 01/10/2010

Existem duas regrinhas básicas de composição em fotografia que quando possível costumo lembrar e seguir. A primeira é simplificar. Uma foto simples, sem assuntos demais, é quase sempre mais efetiva. Vai direto ao ponto, de forma simples e elegante. Outra regra, que tem mais a ver com essa foto abaixo, é a de se aproximar, enxergar e valorizar através de boa composição os pequenos detalhes na cena.

A foto abaixo é dos detalhes da asa de uma arara-vermelha-grande (Ara chloropterus). A arara era selvagem, simplesmente pousou próximo de nós e abriu a asa. A maioria das pessoas já iria direto querer pegar a foto inteira com menos zoom ou com uma lente menor, mostrando toda a arara com a asa aberta. Eu até poderia ter feito isso, tinha uma 300mm do meu lado. Mas na hora eu vi a possibilidade de fazer uma foto meio “abstrata” dos padrões e cores da asa, mostrando as 3 principais cores dessa espécie, e continuei com a 600mm, chegando o mais próximo possível, limitado apenas pela distância mínima de foco. O vermelho na parte de cima e as curvas suaves das penas dão harmonia na composição. Na hora também lembrei que quanto mais próximo, menor a profundidade de campo. Então pra conseguir a maioria das penas em foco e nítidas, diminuí a abertura pra f/11.

Nikon D700, Nikkor 600mm f/4 AF-S

Em fotos de aves é especialmente difícil quebrar a “barreira” do simples registro, da foto do animal em si. Tente fazer isso da próxima vez, pense na composição, o resultado as vezes diz mais do que um registro clássico.

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Última vaga pro workshop de tratamento!

Posted by campossallesfotografia em 27/09/2010

Pessoal, resta só uma última vaga pro workshop de tratamento de imagem na Guainumbi! É de quem chegar primeiro!

abs

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A história de um lifer.

Posted by campossallesfotografia em 25/09/2010

Assim que cheguei na Pousada Embiara, nas margens do Rio Negro, em Aquidauana MS, perguntei ao Paul, o dono, se ele ouvia corujas por alí. Imaginei que sim pois a pousada fica instalada bem dentro de uma mata. A resposta era a que eu mais esperava, pois é um bicho que procuro faz tempo: “sim claro, temos a coruja-preta aqui, ela canta direto atrás da pousada!”

Não precisa nem dizer que fiquei super ansioso, esperando cair a noite. Assim que escureceu fui com um cliente e o Paul fazer uma caminhada numa estradinha dentro da mata. Logo encontro uma mãe-da-lua-gigante (Nyctibius grandis), um bicho realmente grande, com 50 cm, ainda vimos ele voando – envergadura enorme! E o mais legal é que ele estava cantando. É um som muito estranho…

Nyctibius grandis gravado por Sebastian Herzog na Bolivia.

Depois disso andamos mais um pouco e ouvimos um barulho alto de um bicho andando ao lado da estrada, a poucos metros de nós. Ele estava se movimentando, aparentemente nervoso pois fazia corridas curtas. Era uma anta com seu filhote, um de cada lado da estrada e nós no meio! Infelizmente não conseguimos ver nenhum dos dois, mas também não insistimos muito pra não estressa-los demais.

Um pouco a frente ouvimos vários caburés (Glaucidium brasilianum) cantando, mas nada da coruja-preta. Estava muito cansado da viagem longa daquele dia, fica pra outra noite. Só que nas duas noites seguintes o tempo esfriou bem e estava ventando, bem difícil pra coruja. Até tentei o playback mas nada, nenhuma resposta. Já estava achando que, mais uma vez, essa coruja ia me iludir.

Somente na quarta noite finalmente ela resolve cantar. Era uma noite mais quente e bem calma, embora sem lua alguma. Ouvimos ela cantando em uma árvore grande atrás da sede da pousada. Fui com o Stephan, filho do Paul, chamei com playback e ela veio na hora! Nem acreditei, ali na minha frente uma coruja-preta (Strix huhula). Fiz várias fotos, mas a melhor mesmo saiu no dia seguinte, quando ela apareceu novamente. Dessa vez não foi preciso nem fazer playback.

Strix huhula gravada por Myriam Velazquez no Paraguai. Canto similar ao que ouvi na maioria das vezes na Embiara.

Coruja-preta (Strix huhula). Nikon D700, Nikkor 600mm, SB-900

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Workshop de Tratamento de Imagens – últimas vagas!

Posted by campossallesfotografia em 22/09/2010

Pessoal, restam poucas vagas para o workshop de tratamento de imagem na Guainumbi de 8 a 12 de Outubro. Elas estão preenchendo rapidamente então se vc tem interesse em participar reserve já a sua! Mais informações em http://www.octaviosalles.com.br/workshops_tratamento.html .

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Jaguars!

Posted by campossallesfotografia em 21/09/2010

Oi pessoal! Finalmente estou de volta, foi uma viagem longa pelo Pantanal, primeiro na parte norte, no Rio Cuiabá, Piquiri e outros próximo à Porto Jofre… território de muitas onças-pintadas, ou os jaguars, como os gringos a chamam. Acho que em nenhum outro local existem tantas onças quanto lá. A emoção de ver uma onça-pintada na natureza é indescritível, já tinha visto algumas na Amazônia, mas sempre muito distantes e por breves segundos. É um bicho enorme, lindo.

A razão pra grande quantidade de onças por lá têm várias explicações:

1) O ecossistema como um todo é muito rico, uma cadeia alimentar enorme, com muitas aves, jacarés e mamíferos variados como capivaras, queixadas, ariranhas, lontras, veados, etc. Ou seja, há muito alimento pras onças o que permite uma densidade populacional maior que na Amazônia, por exemplo, onde caçar não deve ser fácil.

2) O gado criado nas fazendas da região também pode ajudar a aumentar a população de onças, já que constitui outra fonte de alimento relativamente fácil de capturar, principalmente os bezerros.

3) No passado sei por experiência própria que os fazendeiros caçavam muitas onças na região pois essas atacavam seus gados. Hoje as leis são mais rígidas então esse tipo de caça é bem menor. Não se enganem, ainda ocorre, mas em menor quantidade que antigamente, até porque existe um turismo na região especializado em onças e portanto um lobby e fiscalização contra a caça delas, mesmo que isso crie conflitos com alguns fazendeiros.

4) Os rios da região sempre foram muito frequentados por barcos de pescadores. Com o tempo parece que as onças perderam o medo do barulho dos motores de popa, principalmente hoje em dia que a caça já não ocorre mais abertamente… a verdade é que as onças estão perdendo o medo do ser humano e esse pode ser o ponto-chave pra tantos avistamentos.

5) Parece que as onças na região gostam de caçar jacarés na beira do rio, o que as torna mais visível. Pelo menos vimos onças tentando capturar jacarés (e até uma ariranha!) em algumas ocasiões. Fala-se em cevas e não duvido que isso até ocorra, principalmente em outras regiões como em Cáceres, mas confesso que ali não vi nem sinal disso e conversando com os piloteiros eles desconhecem a prática. Até porque viamos as onças (no total 7 em 3 dias e meio) na beira dos rios em locais muito distintos e quase nunca paradas, sempre andando procurando jacarés. Ou seja, elas não estavam em um determinado ponto a espera de alimento.

Enfim, fiz muitas fotos nessa viagem, não só de onças claro… aos poucos vou postando. Por enquanto vai dessa pintada mal encarada.

Onça-pintada na beira do Rio Piquiri, divisa do MT com MS. Nikon D700, Nikkor 600mm + TC 1.4x

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