Publicado por: campossallesfotografia | 28/09/2009

Fotos minhas na Eurobike Magazine

Não percam esses mês na Eurobike Magazine (distribuida  em alguns restaurantes, aeroportos e lojas BMW, Land Rover, Porsche, Audi, etc.) fotos minhas em uma matéria sobre birdwatching. A matéria foi feita no Parque do Zizo e está muito legal.

Bom, estou indo viajar, volto em Outubro. Até mais!

Publicado por: campossallesfotografia | 26/09/2009

Fotos do dia

Hoje de manhã fui com o Guilherme Ortiz até o Vale das Garças. Não tinha muita coisa, poucas aves. Acho que estavam sentindo o dia que seria bem quente. De destaque deu pra ver um mergulhão-caçador (Podylimbus podiceps) já em plumagem de reprodução. A única ave que realmente deu um pouco mais de chances de fotografar foi esse pia-cobra (Geothlypis aequinoctialis), após um pouquinho de insistência. Fiquei satisfeito com essa foto, já que a espécie é arisca, muito difícil conseguir uma foto dele assim no limpo. E ainda deu sorte de ser o macho, mais bonito que a fêmea.

pia-cobra

Depois chegando em casa deixei a câmera na garagem e fiquei alí no quintal brincando com meu filho. Com o sol já bem alto, lá pelo meio-dia, vejo de relance um gavião pousando dentro da copa de uma pessegueira, com um bem-te-vi bravo logo atrás. Era um gavião-miúdo (Accipiter striatus). De vez em quando vejo esse gavião por aqui mas ele é sempre muito persseguido por outros passarinhos e nunca ficam muito tempo no mesmo lugar, um bicho difícil de fotografar. Essa foi a primeira foto que fiz da espécie. Longe de ser uma foto boa, mas pelo menos dessa vez eu peguei ele! Um pouco depois ele saiu voando mas antes tentou atacar umas rolinhas que estavam pousadas logo acima na copa da árvore, não sei dizer se conseguiu capturar alguma, só sei que foi passarinho pra tudo que é lado…

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Ultimamente ando com sorte com esses gaviões pequenos. A umas duas semanas atrás vi também aqui em casa (e até fiz uma foto, mas muito distante, só pra comprovar o registro) um gaviãozinho (Gampsonyx swainsonii), que foi o primeiro registro da espécie pra Campinas. Pouco tempo atrás também fiz a foto abaixo de outro Accipiter, o gavião-miudinho (A. superciliosus) no Parque do Zizo

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Publicado por: campossallesfotografia | 24/09/2009

Ninho pra todo lado…

Estamos em plena estação reprodutiva. A maioria das aves está ocupada cuidando dos ninhos e dos filhotes que começam a nascer. Aqui em casa no momento tem vários ninhos ativos, sabiá-barranco, bem-te-vi, tico-tico, pomba-asa-branca, rolinha, corruíra, cambacica e também esse de um sabiá-poca (Turdus amaurochalinus) em um lugar bem inusitado, no alto do cacho de banana! E até que ficou bem protegido né, com aquela folha em cima servindo de teto. O filhote deve nascer em breve.

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Publicado por: campossallesfotografia | 20/09/2009

Viajantes do mar

Esses dias atrás fui fotografar pra uma matéria na nova revista Pescaventura, que promete ser bem diferente das outras no mercado, a começar pelo conteúdo especial e pelo material de qualidade (o que inclui as fotografias). Se você gosta de pesca esportiva não pode perder, a 1ª edição estará nas bancas nessa próxima semana.
 
Enfim, a pescaria foi em um parcel a cerca de 70 milhas de Ilhabela, em pleno alto-mar. Aproveitei pra fotografar alguns albatrozes que estavam por alí. Os albatrozes estão entre minhas aves favoritas. A maioria das espécies nidifica em ilhas remotas do Atlântico Sul e vagam pelos oceanos, cobrindo enormes distâncias apenas para capturar alimento e levar de volta para o filhote. São animais feitos para voar. Enquanto a maioria das aves evitam ventos fortes, o albatroz explora esses ventos e voam através dos oceanos praticamente sem bater as asas, apenas planando entre uma onda e outra. A terra firme é uma inconveniente necessidade para a reprodução. Todos os albatrozes são aves oceânicas, muito raramente se aproximando da costa.
Albatroz-de-nariz-amarelo (Thalassarche chlororhynchos), jovem, planando em alto-mar. Nikon D200, Sigma 300mm f/2.8, 1/1250 @ f/5, ISO 320
Albatroz-de-nariz-amarelo (Thalassarche chlororhynchos), jovem, planando em alto-mar. Nikon D200, Sigma 300mm f/2.8, 1/1250 @ f/5, ISO 320

Infelizmente os albatrozes estão entre as aves mais ameaçadas do mundo, sofrendo principalmente com a captura acidental em espinheis da frota de pesca comercial. Há diversas medidas que podem ser tomadas contra essas capturas acidentais, e o Projeto Albatroz é uma ONG que  faz um grande trabalho nesse sentido em águas brasileiras. Outras ameaças à espécie inclui a introdução de ratos e gatos nas ilhas de reprodução e a falta de alimento já que os mares de quase todo o mundo estão sendo criminosamente saqueados.

Albatroz-de-nariz-amarelo (Thalassarche chlororhynchos), jovem. Nikon D200, Sigma 300mm f/2.8, 1/2000 @ f/5, ISO 320

Albatroz-de-nariz-amarelo (Thalassarche chlororhynchos), jovem. Nikon D200, Sigma 300mm f/2.8, 1/2000 @ f/5, ISO 320

 

 

 

 

 

 

   Nessa época do ano, com as águas esquentando (estavam com 23º) os albatrozes começam a migrar no rumo sul. Só vi uns dois albatrozes-de-sombrancelha (Thalassarche melanophris), espécie que é mais comum em águas brasileiras nos meses mais frios. O albatroz-de-nariz-amarelo prefere águas um pouco mais quentes e, por isso, são os últimos a rumar pro sul. Grande parte da sua população nidifica na Ilha Tristão da Cunha, bem no meio do Oceano Atlântico. Me impressiona como esses viajantes marinhos conseguem achar uma ilha pequena no meio de um oceano sem fim. Vi ainda a bonita pardela-de-óculos (Procellaria conspicillata), muitos almas-de-mestre (Oceanites oceanicus), pequenos e que voam bem depressa rente à água, vi também o petrel-pequeno (Puffinus puffinus) e fragatas (Fregata magnificens).

Albatroz em seu ambiente natural. Nikon D200, Sigma 300mm f/2.8, 1/6400 @ f/4, ISO 400

Albatroz em seu ambiente natural. Nikon D200, Sigma 300mm f/2.8, 1/6400 @ f/4, ISO 400

 

 
 
Publicado por: campossallesfotografia | 12/09/2009

Workflow digital

Meu workflow de tratamento de imagem:

1) Fotografo sempre em RAW e espaço de cor Adobe RGB.

2) Faço download das fotos pra pasta Fotos Originais > Pantanal Julho 2010

3) Importo todas as fotos no Lightroom 2 e faço as edições conforme necessário, tais como contraste, white balance, cores, luminosidade, remoção de pontos de poeira e também ajustes seletivos, etc. Mantenho a foto no tamanho e formato originais.

4) Exporto as fotos para a pasta Fotos Negativos > Pantanal Julho 2010 como TIFF 16-bits uncompressed, mantenho o Adobe RGB. Se for foto de uma ave, eu tenho as pastas específicas de cada família e espécie, por exemplo Fotos Negativos > Aves do Brasil > Falconidae > Falcão-de-coleira

5) Abro a foto no Photoshop CS2.

a) Se for preparar a foto para internet eu mando converter pra sRGB, faço o crop (se necessário), redimensiono pro tamanho certo (em pixels) em 72 dpi e aplico filtro de sharpening pelo método seleção de bordas (vai render outro post mais pra frente). Salvo como JPG pelo Save for Web, normalmente em qualidade 80 a 85, obviamente sem salvar por cima do TIFF original.

b) Se for prepafar para impressão eu mantenho em Adobe RGB, faço o crop (se necessário), redimensiono pro tamanho certo (em cm) em 300 dpi e aplico filtro de sharpening. Se eu tiver o perfil de cor eu faço o soft proofing via software antes de redimensionar, e converto pro perfil específico da impressora no final. Pra impressão em Fuji Frontier ou similares (labs 1 hora) eu converto pra sRGB, mas não assino o profile, pois pode gerar erros. Salvo como JPG em qualidade máxima.

Também faço backup em HD externo das pastas Fotos Originais e principalmente Fotos Negativos, que são as melhores fotos, as que eu já tratei.

falcao-coleira

Publicado por: campossallesfotografia | 09/09/2009

Terra da Gente

Esse mês a revista Terra da Gente está com duas fotos minhas, na matéria sobre marrecos. Não perca!

asa-branca

Publicado por: campossallesfotografia | 04/09/2009

Como fiz? Sabiá-cica

sabia-cica

Vou começar a fazer uns posts sobre como fiz determinadas fotos. Pra estreiar escolhi essa foto de um sabiá-cica (Triclaria malachitacea), que é um psitacídeo ameaçado encontrado na Mata Atlântica do S e SE. A espécie já foi bem mais comum mas hoje o número vem caindo graças ao tráfego de animais silvestres e à destruição de sua principal fonte de alimento, os frutos do palmito-jussara. Hoje é uma espécie rara, avistada com pouca frequência.

Essa foto foi feita no início da trilha mestre no fantástico Parque do Zizo, no sul do Estado de SP, durante um trabalho pra revista Eurobike a uns 2 meses atrás, cuja matéria sai na próxima edição, acho que esse mês ainda. Eram umas 11:00 da manhã, estava subindo a íngreme trilha bem lentamente, carregando a 600mm no ombro com certa dificuldade para não escorregar, já que havia chovido e o chão estava bem lamacento. Tinha um ou outro bando misto nas copas, mas nem me preocupei em fotografar pois contra o céu nublado com certeza não iria sair foto boa. Logo vi de relance uma ave verde voando bem próximo ao solo, em uns arbustos ao lado da trilha. Ela tinha se assustado com minha presença e voou um pouquinho, entrando em outro arbusto logo à frente. É incrível como os psitacídeos somem quando entram na vegetação! Demorou um pouquinho mas logo achei ele de novo e confirmei minha suspeita, era um sabiá-cica. Estava lá no meio do arbusto, comendo umas frutinhas bem pequenas. Tentei me apromixar um pouco e a arisca ave fugiu novamente, dessa vez saiu voando pra mais longe e por um segundo achei que a tinha perdido. Por sorte ela pousou em um bambu horizontal em cima da trilha!

Rapidamente consegui posicionar o tripé, pois tinham umas folhas na minha frente, e bater algumas fotos (tarefa não muito fácil pois além de escorregadio o solo também estava profundamente marcado pelo pneu do trator do parque, o tripé ficou apoiado no mínimo precariamente) . A velocidade foi de 1/125 em f/6.3, ISO 400. Pode parecer rápido mas em 600mm 1/125 não é muito, tanto que algumas fotos ficaram tremidas.  Não usei flash pois o ele altera completamente a cor natural das penas dessas aves.

No final das contas, apesar da foto não ter nenhuma composição ou momento fantásticos, eu gostei bastante pois é uma espécie muito difícil (e rara) de se fotografar. Gostei da nitidez e da luz natural e difusa.

Publicado por: campossallesfotografia | 02/09/2009

Chegada das aves migratórias

Esse ano estou marcando os dias de chegada das aves migratórias que passam o verão aqui na nossa região. Claro que essas datas podem não ser exatas, mas o que tenho é isso:

Dia 20 de agosto – chegada dos Chaetura meridionalis. Nesse dia vi só uns 2 ou 3 misturados com andorinhas, aqui no Guará. O número está aumentando, hoje por exemplo vi bandos com mais de 10. Difícil não notar essa espécie pois ela é bem vocal.

Dia 31 de agosto – vi um casal de Tyrannus savana nas margens do lago do parque de Barão Geraldo.

Dia 01 de setembro (ontem) – vi vários sovis Ictinia plumbea aqui em Barão. Como de costume, e que já tinha notado em anos passados, assim que chegam eles ficam voando juntos, a baixa altura, em círculos, capturando insetos em vôo. Engraçado que eles só fazem isso assim que chegam aqui, no resto do verão tendem a voar sozinhos apenas, exceto quando há grande abundância de cigarras. Talvez faça parte de um ritual de formação de casal pra temporada de reprodução logo aí.

Publicado por: campossallesfotografia | 29/08/2009

A importância da composição

A composição é fator super importante em uma foto. É muito comum, principalmente em fotografias de aves, a pessoa simplesmente colocar o bicho no meio do quadro (aonde está o ponto de foco) e bater a foto. Fica uma foto comum, um simples registro, um snapshot.

Existem algumas regrinhas que ajudam na hora de compor uma foto, embora elas não sejam regras absolutas. Uma das mais conhecidas e efetivas é a regra dos terços. Coloque o assunto em um dos cantos da foto e deixe o resto completar a cena. Pra isso você deve focar no assunto, reenquadrar e bater a foto. Mas isso não significa que você deve apertar o assunto no cantinho. Normalmente também fica melhor deixar o espaço pro lado que o assunto está olhando.

Nessa foto de uma arara-vermelha-grande (Ara chloropterus) os galhos da árvore levam até ela e as folhas verdes em baixo preenchem o espaço vazio e adicionam uma cor extra na foto. A escolha de fotografar na vertical favoreceu o formato da arara e ficou mais harmonioso.

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Nessa foto de uma casa na Amazônia eu quis passar a sensação de que ela está no meio da floresta (e realmente estava). Então usei uma grande-angular pra pegar a silhueta das árvores atrás rodeando a casa. Pra aumentar ainda mais essa sensação eu fotografei ao cair da noite, assim não aparece a área aberta ao redor da casa, fica mais “clautrofóbico”. Na verdade nem estava tão escuro assim, eu deixei a foto mais escura intencionalmente e adicionei uma luz com o flash posicionado à minha esquerda, com um filtro 1/2 CTO.  A intenção foi deixar tudo meio escuro mesmo, meio misterioso. A palmeira em 1º plano aumenta a sensação de profundidade da cena e evita que ela fique muito chapada.

casa-floresta

Já nessa foto de corujinhas-do-mato (Megascops choliba), eu quis pegar a interação que estava acontecendo entre pai e filhos. O pai está em cima com o alimento (uma barata nojenta) e o filhote abaixo olhando atento. Esse olhar do filhote cria uma linha imaginária entre ele o pai, criando harmonia na cena. De quebra ainda peguei atrás um outro filhote na escuridão. Novamente a composição na vertical favoreceu a cena.

corujinha-mato

Publicado por: campossallesfotografia | 24/08/2009

This is Spartaaa!!

Qualquer pessoa que gosta de cinema sabe de que filme é essa frase…. 300 é claro… um ótimo filme e com um tratamento de imagem melhor ainda. É claro, como fotógrafo não pude deixar de notar isso. É um cross-process diferente, bem forte, meio escuro, mas que fica bom em algumas fotos quando se tem a intenção de passar um ar mais dramático.

Hoje de manhã achei na internet, sem querer é verdade, o preset do Lightroom com esse tratamento. Segue o link pra download http://mikelao.wordpress.com/2007/06/17/lightroom-300-presets-rocks/. Testei nessa foto de uma menininha que fotografei na Amazônia e gostei bastante do resultado.

Untitled-1

menina

Aumentou a sensação de dramaticidade da cena, de uma vida em um ambiente difícil, duro. This is Amazoniaaaa!!

Fica muito bom também em fotos de paisagens. Essa abaixo é do Rio Negro. Vc pode e deve fazer os ajustes finos de acordo com a foto, nessa por exemplo o efeito original deixou a foto muito escura, então eu aumentei um pouquinho o “fill light”.

navegacao

Para instalar o preset basta colocar os arquivos em uma pasta qualquer (eu tenho uma pasta só pra eles) e no Lightroom clicar com o botão direito sobre Presets e escolher Import.

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