Campos Salles Fotografia

Fotografia e Birding

Cinco novas espécies para o Brasil

Posted by campossallesfotografia em 20/08/2009

Um recente levantamento no Estado do Acre realizado pelo biólogo Edson Guilherme do Museu Paraense Emilio Goeldi revelou nada mais nada menos que 5 novas espécies de aves para o Brasil. O flamingo Phoenicoparrus jamesi, o pica-pau Picumnus subtilis, o arapaçu Xiphorhynchus chunchotambo, o flautim Cnipodectes superrufus e o caneleiro Pachyramphus xanthogenys.

Com essas 5 novas espécies a lista de aves do Brasil vai subir para 1.827 espécies. Atrás apenas da Colômbia com 1.870. O Peru ocupa a 3ª posição com 1.817 aves. As regiões de fronteira da Amazônia Brasileira ainda devem revelar um grande número de espécies ainda não confirmadas em nosso território. Quem sabe em um futuro não muito distante iremos ocupar a 1ª posição.

Fonte: http://www.cienciahoje.uol.com.br/150395

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Cinco dicas para melhorar sua fotografia

Posted by campossallesfotografia em 11/08/2009

Não tenho a pretensão de achar que essas são regras absolutas, até porque eu também ainda estou aprendendo e vou continuar pra sempre.  A fotografia é legal por isso, é uma atividade que sempre tem espaço pra evoluir, é impossível chegar em um ponto aonde não há mais evolução possível, seja pelo lado técnico ou artístico.

Enfim, essas 5 dicas são fundamentais (e bem básicas, olhe como uma introdução para vc pesquisar mais) e podem ajudar quem está começando e tem interesse em melhorar:

1 – Entenda seu equipamento:

Me surpreende o número de fotógrafos que perdem oportunidades de fotos simplesmente pq não leram o manual de suas câmeras! Você tem que saber praticamente tudo dela e isso tem que ser meio intuitivo. A câmera deve ser uma continuação de seu corpo, você não deve pensar como se faz tal coisa. Se parar pra pensar nisso você pode perder a chance da foto. Aprenda como mudar entre os modos de exposição, autofoco (e foco manual!), compensação de exposição e flash, ISO, abertura, velocidade, DOF preview, MLU, balanço de branco, flash remoto, etc. Dominar, ou pelo menos entender bem o lado técnico da coisa não é nem uma virtude, é quase uma obrigação! A não ser que vc não se importe em simplesmente colocar a camera em automático e sair fazendo “registros” apenas. 

2 – Treine sua visão fotográfica:

Composição – a composição de uma foto faz toda a diferença. Existem algumas regrinhas básicas, como evitar centralizar o assunto. Isso geralmente funciona, mas o resto da cena tem que complementar o assunto! Não basta simplesmente colocar ele no canto e achar que está bom… e tbm não deixe isso virar uma regra absoluta. Todas as regras podem ser quebradas. Outra coisa… já faça a composição na câmera! Não deixe pra depois com o famoso crop…

Angulo de visão – as melhores fotos de vida selvagem são, quase sempre, aquelas que estão na mesma altura do animal. Ou seja, sempre que possível evite fotos apontando pra baixo ou pra cima. Deite no chão se necessário! Se o bicho estiver lá no altão da árvore… esqueça, a foto não vai ficar boa.

Luz – como já falei em uns posts atrás, a qualidade da luz é, de longe, o fator mais importante. Sem uma luz boa não existe foto boa. Moral da história, acorde bem cedo.

Plano de fundo – lembre de ver como está o plano de fundo, ele pode fazer toda a diferença também. Pra fotos de aves geralmente se prefere um fundo distante, bem fora de foco e uniforme, mas novamente isso não é uma regra. As vezes é até interessante mostrar mais detalhes do habitat da ave. Muitos fotógrafos simplesmente esquecem do plano de fundo. Ele tbm faz parte da foto!

Momento - foi o momento certo da foto que fez de Henri-Cartier Bresson um dos mais famosos fotógrafos do mundo. O momento é tudo quando fotografamos seres vivos. Sempre que possível procure pegar alguma ação, uma interação, a ave se alimentando, voando, etc. O que acontece hoje no Brasil, pelo menos entre o pessoal que gosta de fotografar aves, é que há uma super valorização de fotos de aves raras, mesmo que sejam fotos comuns. Mas mesmo fotos de aves comuns, desde que fiquem boas, podem gerar mais atenção que as aves raras, pelo menos para o público geral. É aquele negócio, vc pode ter uma foto razoávelde um bicho super raro,mas vc tem uma foto excelente de um tico-tico? 

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3 – Aprenda o correto pós-processamento:

Na fotografia digital o pós-processamento no computador é extremamente importante. Se interesse pelo assunto, leia tudo e use os melhores softwares (Lightroom e Photoshop). A câmera tem uma limitação na captura da cena, até proposital para capturar a maior latitude de luz possível. Mas nem sempre essa luz ou as cores são as mesmas da cena na hora. Um bom pós-processamento trás de volta a imagem que você teve no momento, e deixa a foto mais viva. Fotografe sempre em RAW e edite em 16 bits. Se quiser impressões profissionais, aprenda sobre perfis e gerenciamento de cor. É um assunto muito complexo, mas fica a introdução pra vc pesquisar.

4 – Use o equipamento certo:

Um equipamento ruim não vai te dar fotos boas. Pode até te dar registros bons, mas a qualidade técnica da fotografia vai sofrer e isso pesa muito para impressões de qualidade e subsequente publicações e trabalhos profissionais. A câmera tbm é importante, mas a lente faz mais diferença. Lentes baratas são, em 95% dos casos, ruins. Digo em 95% pq tem pelo menos uma lente barata e muito boa, a Nikkor 50mm f/1.8D. Já no caso das teleobjetivas esqueça, se quiser uma lente que vá produzir resultados realmente profissionais se prepare pra gastar uma nota preta em uma lente fixa. As lentes zoom são quase sempre inferiores e mais escuras. Compre tbm um bom tripé com uma ótima cabeça/plate. Não há desculpas pra não ter um.

5 – Conheça o trabalho de outros fotógrafos:

E, se possível, fotografe com eles! O melhor aprendizado que existe é aquele que vem com a prática e vivência. Um dia fotografando ao lado de um ótimo fotógrafo vale mais que 100 dias fotografando sozinho e com certeza mais que qualquer livro ou artigo na internet – isso deve servir como bom motivo pra investir em workshops. Descubra e se inspire pelo trabalho de outros, mas faça também o contrário, vejo tudo aquilo que não presta e tbm aprenda como NÃO fazer.

 

A foto do post é de um casal de aratingas-de-bando (Aratinga leucophthalma), fotografado ante-ontem a tarde, aqui no jardim de casa.

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Parece mas não é…

Posted by campossallesfotografia em 08/08/2009

Esse é um caburé (Glaucidium brasilianum), uma corujinha relativamente comum em grande parte do Brasil. Ela é uma grande caçadora de aves variadas e, exatamente por isso, é extremamente assediada por beija-flores e passarinhos diversos, que tentam expulsar a predadora do local se aproximando dela, agitados, fazendo bastante barulho e as vezes até bicando a cabeça da coruja! Esse processo é conhecido pelos ornitólogos como mobbing e muitas vezes funciona.

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Acontece que essa coruja usa isso a seu favor. Ela possui “olhos” falsos na nuca, e que com certeza podem confundir, não só possíveis predadores vindo por trás, mas também as aves que ficam importunando a coruja. Essas aves preferem atacar por trás do predador… mas de vez em quando uma se confunde e ataca na verdade pela frente, achando que o os olhos falsos é que são os verdadeiros. É nessa hora que o caburé dá o ataque rápido e captura a ave. Vi isso acontecer semana passada no Parque do Zizo, sul do Estado de SP. Na verdade era outra espécie, o Glaucidium minutissimum, mas são bem parecidos. Ela deu uma pirueta no ar e por muito pouco não pegou um dos beija-flores que a importunava.

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Meu site de cara nova

Posted by campossallesfotografia em 05/08/2009

Fiz uma mudança no meu site, deixei ele mais “limpo”. Espero que gostem:

www.octaviosalles.com.br

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Home

Posted by campossallesfotografia em 01/08/2009

Não percam o documentário HOME, disponível no youtube em versão completa (pelos próprios criadores, o Home Project). É um documentário fantástico que mostra um pouco da história da humanidade no mundo em relação à natureza, e tudo aquilo que destruimos nesse período tão curto que estamos aqui, principalmente nos últimos 50 anos. Abaixo é o trailer, em inglês.

Mesmo que a mensagem talvez seja cliché, as imagens, quase todas aéreas, são fantásticas. Não tem como um fotógrafo não apreciar isso.

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Fotos de graça

Posted by campossallesfotografia em 29/07/2009

Com certeza absoluta todo fotógrafo profissional (e mesmo alguns amadores!), já passaram por isso: alguém ou alguma empresa solicitando o uso gratuito de suas fotos. Geralmente o pedido vem acompanhado de comentários infelizes como “nós vamos dar os devidos créditos” (o que não é favor algum, é a lei!); ou “a exposição gerada pode te render negócios futuros”; ou ainda “é por uma boa causa, temos certeza que vc não vai negar ajuda”.

Todo mês recebo alguns pedidos assim. No passado já aceitei alguns e me arrependo amargamente, nenhum deles me ajudaram em nada na minha carreira. Hoje em dia eu nego todos, sem excessão. Inclusive grandes organizações ambientais que pedem fotos de aves raras e invariavelmente comentam que “não temos verba para esse projeto (ahã, claro), e precisamos da foto para uma publicação X que estamos desenvolvendo e cujo objetivo é espalhar no consciente coletivo a importância da preservação e bla, bla, bla…” Papo furado! Primeiro que ninguem faz nada de graça, não profissionalmente, no mínimo há uma troca justa. Próxima vez que for ao posto de gasolina pergunte pro gerente na hora de pagar se ele faz o tanque de graça se vc usar o adesivo da empresa no carro? Justifique que vc vai estar fazendo propaganda da empresa, que é por uma boa causa, etc….. talvez ele aceite……………………….. (ahã, claro). Faça o mesmo próxima vez que for ao dentista, diga que vc vai sorrir bastante. Talvez vc não saia de lá sorrindo, mas o seu dentista vai.

Segundo que as organizações ambientais e outras ONG’s podem não ter fins lucrativos, mas eu garanto pra vc que TODAS as pessoas que trabalham lá ganham salário (nada mais justo). Aliás algumas pagam muito bem e gastam verdadeiras fortunas com programas de marketing, elas vivem disso. Garanto tbm que qualquer serviço terceirizado é cobrado. Pode parecer rude o que eu vou falar, mas se a empresaa ou projeto não tem fins lucrativos não é problema seu. Vc tem fins lucrativos. Se não tem é porque nasceu em berço de ouro ou ganhou na mega-sena. Não é meu caso nem o seu, tenho certeza. Fotografia profissional é um trabalho, não um hobby.

Faça o contrário, peça pra essas ONG’s um apoio no seu próximo projeto fotografico em prol da natureza! Vc vai ver a resposta, se é que terá uma.

Nenhum projeto gráfico ou revista vende sem fotos. As fotos são tão ou mais importantes que o texto! Os editores precisam de nós tanto ou mais quanto nós precisamos deles! Ou seja, nós temos o poder de ditar as regras e preços, claro que dentro de padrões aceitáveis. Não estou propondo uma ditadura, apenas um tratamento mais justo com o trabalho do fotógrafo. Não deixe que o desespero por ser publicado te faça aceitar trabalho escravo. Nada justifica isso. Aprenda a dizer “não” e com certeza em breve vc estará dizendo vários “sim” para bons projetos.

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O amor está no ar

Posted by campossallesfotografia em 28/07/2009

Pra quem gosta de natureza e é observador, já deu pra perceber algumas mudanças no ar. Nas árvores decíduas as folhas novas já estão nascendo, as corruíras já estão cantando a todo vapor, bem como alguns sabiás. Aves diversas estão formando casais, algumas já até construindo ninhos. Pra todo lado podemos ver sinais da primavera chegando, época de acasalamento e reprodução.

periquito_rei1Uma das grandes forças dessa mudança não é a temperatura subindo, como muitos acreditam, mas sim a duração do dia. Já faz algumas semanas que o período entre o nascer-do-sol e o por-do-sol vem aumentando. Esse é o grande sinal pra uma série enormes de seres vivos identificarem que a melhor época do ano está chegando, com temperaturas amenas, muito namoro e muita comida. É uma época de renovação.

Eu estou prevendo que essa primavera vai ser ótima pra fotografar aves, pois o inverno está sendo bastante chuvoso, ao contrário de outros anos em que tivemos secas terríveis que duraram meses. A chuva é um ótimo sinal. O mato e os brejos nem chegaram a secar muito esse ano. Limpe suas lentes e binóculos, planeje viagens, pois em breve começa a tão esperada primavera. Na foto um casal de periquitos-rei (Aratinga aurea), fotografado em Jardim, MS.

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Viagem ao Pantanal

Posted by campossallesfotografia em 16/07/2009

Semana passada fiz uma viagem pelo MS com o amigo Guilherme. Fomos de carro, saímos de Campinas cedinho, enquanto todo mundo ía trabalhar a gente ía pro Pantanal fotografar… ê maravilha. As vezes até esqueço que eu também estava indo trabalhar…

Estrada de retas infinitas e cana-de-açucar pra todos os lados. Isso em SP né, porque cruzando a divisa o cenário muda pra campos, pastagens e cerrados. Já começamos a ficar animados. Araras voando, tucanos pra todo lado, mais parece pardal.

Fomos primeiro pra Bonito, onde fotografamos nas matas de galeria ao redor dos rios de água cristalina e cheios de piraputanga. Soldadinho, ariramba, udu-de-coroa-azul, surucuá-de-barriga-vermelha, mutum-de-penacho, caburé, araçari-castanho, tucano… bom demais. Rendeu fotos como essas duas:

 udu

 soldadinho

O udu foi eleito ave símbolo de Bonito. Bicho tímido, pra observar tem que estar atento. Felizmente não é tão tímido quanto o seu parente próximo da Mata Atlântica, a juruva-verde. Numa RPPN próxima, o Buraco das Araras, um verdadeiro espetáculo de araras voando. Lindo demais. O cerrado em volta ficou devendo outra visita, pois também tem muito bicho.

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Já no Pantanal (região da estrada parque, Nhecolândia), encontramos tudo seco demais. Realmente a seca desse ano, se não chover, vai ser super forte. Já está sendo. As fazendas estão mandando o gado pra outras regiões por falta de água, são muitos caminhões levando o gado embora. Aves aquáticas tipo garças, cabeças-secas e etc? Vi mais em Campinas do que lá. Realmente nem parecia o Pantanal. As poucas e raras lagoas que ainda não secaram guardavam uma profusão enorme de jacarés. Mas mesmo assim o Pantanal nunca decepciona. Tinha bicho pra todo lado (com excessão dos mais aquáticos). Arara-azul, tucano, aracuã, caturrita (que lá canta até a noite, muito estranho!), periquito-de-cabeça-preta, papagaio, jacurutu, curicaca, gaviões, etc.

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Aos poucos vou contando com mais calma… teve até salvamento de tamanduá-bandeira…..

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Que abertura usar??

Posted by campossallesfotografia em 29/06/2009

Muitos fotógrafos têm essa dúvida, já que a abertura da lente altera tanto a quantidade de luz entrando quanto a profundidade de campo. Na fotografia de aves geralmente prefere-se fotos aonde a ave esteja em foco e o fundo desfocado. Claro que existem muitas outras possibilidades, mas essa é um “fórmula” básica e de sucesso. Com isso em mente fotógrafos iniciantes muitas vezes usam a lente na abertura máxima sempre, já que assim vamos conseguir o fundo desfocado e de quebra a maior velocidade de obturador possível pra luz no momento (pra um valor de ISO = x). Simples né?

Nem tanto……….. EU NUNCA USO A LENTE NA ABERTURA MÁXIMA, por duas razões:

- a abertura máxima nunca é o ponto mais nítido da lente. A diferença chega a ser bem considerável, mesmo nas lentes fixas profissionais, e se vc espera um resultado profissional, isso faz bastante diferença. Então mesmo quando a luz ambiente é bem fraca eu sempre uso a lente um pouco fechada, nem que seja 2/3 de stop. Eu prefiro aumentar o ISO do que aumentar anida mais a abertura (aqui vale lembrar que quanto maior a abertura, menor o numero f, e vice-versa). O pico de nitidez normalmente é de 2 a 4 stops fechada nas teleobjetivas, mas isso varia. Por exemplo uma lente 600mm f/4 teria sua melhor nitidez em f/8, f/11, por aí..

- a profundidade de campo com a abertura no máximo é muito pequena, principalmente com lentes de distancia focal maior e/ou com o a ave perto da lente. O plano focal chega a ser tão estreito que parece que a foto está fora de foco. Ou então vc foca no olho e o bico fica fora de foco… não é legal, além de ficar quase impossível conseguir uma foco boa, bem nítida. O ideal é pegar a ave inteira em foco. Claro que pra tudo existem excessões, mas de uma forma geral é isso aí. 

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Nessa foto acima, de um dituí (Drymophila ferruginea), eu fui obrigado a usar uma abertura um pouco maior que eu queria, pois a luz ambiente era fraca e eu não queria usar um ISO mais alto. Repare como a cauda do pássaro está fora de foco. Foi fotografado com lente 600mm, 1/90 em f/5.6, ISO 400. O ideal aí seria f/7.1 mais ou menos, mas aí a velocidade iria cair mais ainda e como essa ave não pára quieta eu não quis arriscar. Eu poderia ter usado até f/4 pra aumentar a velocidade, mas se fizesse isso certamente nem a base da asa da ave estaria em foco. Você tem que achar um meio-termo aceitável.

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Já nessa foto noturna de uma corujinha-do-mato (Megascops choliba) eu não precisava me preocupar com a velocidade, já que estava usando flashes pra iluminar a cena e portanto poderia usar na velocidade máxima de sincronismo. Fotografei com lente 300mm, 1/250 e, f/11, ISO 320. O foco está no olho da ave, como sempre, mas veja como o plano focal vai pelo menos até a ponta do rabo da coruja. Se tivesse usado uma abertura maior, digamos f/8, a ponta do rabo talvez ficaria fora de foco.

Ou seja, na hora de considerar que abertura usar, vc tem que levar em conta principalmente esses 3 fatores:

- a velocidade de obturador certa pro assunto. Aves que permanecem estáticas aceitam uma velocidade mais lenta, desde que vc saiba a técnica certa pra evitar que a foto toda fique tremida, mas aí é outro assunto. 

- a “tridimensionalidade” da ave. Depende da sua posição, se ela está de lado mesmo uma abertura grande vai pegar a ave toda em foco, caso contrário vc vai precisar de mais profundidade de campo.

- a distância focal e distância do assunto. Quanto mais perto, menor é o plano focal.

 

A abertura é sem dúvida a variável mais importante na fotografia. Estude ela e melhore suas fotos!

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Os sons das aves…

Posted by campossallesfotografia em 23/06/2009

Os cantos das aves fazem parte da paisagem sonora de muitos locais, e certamente completam a experiência visual. Como não ficar surpreso com o chamado metálico da araponga ecoando nos gorjões da Serra do Mar, ou ainda o canto fantasmagórico de um inhambu nos fundões da Amazônia. Mas não é preciso ir longe para apreciar os cantos, no nosso quintal mesmo, dependendo da época do ano, podemos acordar com os belos cantos do sabiá ou da corruíra.

Separei abaixo alguns cantos interessantes ou bonitos, todos estão arquivados no site www.xeno-canto.org :

Inhambu-anhangá (Crypturellus variegatus) – gravado por Todd Mark no Peru. Esse canto eu escuto quando estou acampando na Amazônia. Como a espécie costuma cantar no meio da madrugada, dá até um frio na espinha ouvindo esse canto ecoando lá de dentro da floresta.

Garça-branca-pequena (Egretta thula) – gravado por Chris Benesh nos EUA. Esse som quem me mostrou foi o Guilherme… o que é isso?? Parece mais a invasão dos marcianos à Terra! Não é difícil imaginar alguém mais desinformado ouvindo esse som e pronto, nasceu o novo ET de Varginha!

Murucututu (Pulsatrix perspicillata) – gravado por Sjoerd Mayer na Bolívia.  Impossível não se impressionar com o canto dessa grande coruja. O nome é onomatopéico… murucututu-murucutututututu…Na Amazônia dizem que se ela cantar ao lado de sua casa é sinal de que haverá morte na família…. macabro!!

Mãe-da-lua-gigante (Nyctibius grandis) – gravado por Sebastian Herzog na Bolívia. É outro ET, é uma invasão!

Urutau (Nyctibius griseus) – gravado por Marcos Melo em São Paulo. Esse eu escuto quase toda noite na primavera e começo do verão. É um canto bem típico de noites quentes e calmas.

Tucano-grande-de-papo-branco (Ramphastos tucanus cuvieri) – gravado por Don Jones no Equador. Essa é a voz do norte da Amazônia. O canto desse tucano pode ser ouvido durante a maior parte do dia próximo a  rios.

Cricrió (Lipaugus vociferans) – gravado por Bob Planqué no Peru. Outro canto ouvido com frequencia nas matas de terra firme. Não tem nem o que falar, é simplesmente espetacular. Um dos meus favoritos.

Saudade-assobiador (Tijuca atra) – gravado por Nick Athanas em Itatiaia. O canto triste desse endêmico dos picos da Serra da Mantiqueira já impressionou muita gente. 

Araponga (Procnias nudicollis) – gravado por Nick Athanas em Santa Catarina. Parece impossível que um canto metálico e alto como esse possa ser produzido por uma ave… mas é!

Munchique Wood Wren (Henicorhina negreti) – gravado por Andrew Spencer na Colombia. Que canto é esse !?!? Lindo demais… aliás como muitos membros dessa família (a mesma da corruíra). Essa espécie não existe no Brasil, é endêmica de uma região pequena da Colômbia.

Uirapuru (Cyphorhinus arada) – gravado por Nick Athanas no Equador. Um dos cantos mais belos de todas as aves. Diz a lenda que quando o uirapuru canta, a floresta pára pra ouvir.

Japu-verde (Psarocolius viridis) – gravado por Andrew Spencer no Equador. Outro canto bem tropical, típico da Amazônia.

Garibaldi (Chrysomus ruficapillus) – gravado por Bennett Hennessey na Bolívia. Se estiver curioso em aliar o som à imagem, esse é o canto do pássaro na foto abaixo.

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