Pra ter sucesso em uma carreira, seja ela qual for, você precisa primeiro ser bom e dedicado no que faz, mas também é muito importante fazer bons contatos, ter boas amizades. Isso é especialmente importante na fotografia de vida selvagem, pois você não pode estar em todos os lugares a todo momento, e assim, sozinho, com certeza muitas oportunidades seriam perdidas. As boas amizades multiplicam as oportunidades de fotografia.
Essa semana meu amigo Guilherme Ortiz me ligou lá pelo meio-dia e foi bem direto: ” Octavio, você não vai acreditar… encontrei um ninho de coruja-orelhuda, vamos lá hoje a tarde.” Fiquei animado com a notícia, afinal não é todo dia que se encontra uma coruja-orelhuda (Rhinoptynx clamator), principalmente um ninho ativo! Pois bem, marcamos no local e umas duas horas depois já estávamos lá. Coincidentemente na noite passada estávamos procurando a mesma espécie em um outro local, sem sucesso porém.
Como é de costume da espécie, o ninho estava no chão, em meio a um capinzal denso e próximo a um fragmento florestal. Chegamos próximo do ninho e não encontramos o adulto, mas o filhote estava lá, bem escondido no meio da vegetação. É pequeno ainda, com cerca de 10 a 15 dias de vida apenas. Rapidamente saímos do local. Nunca se deve mecher em um ninho por vários fatores, mas principalmente o estresse ao filhote e também a exposição do ninho para predadores. Quanto mais se meche em um ninho, menores são as chances de sobrevivência do vulnerável filhote. Com aves de rapina grandes como essa existe também a preocupação e possibilidade real de ser atacado por um dos pais. E ser atacado por um coruja com garras daquele tamanho não estava nos nossos planos.
Chegamos com o sol ainda bem alto e, como previsto, não encontramos os adultos nas árvores próximas. Fomos fotografar algumas outras aves na região enquanto esperávamos o melhor horário. Voltamos no final do dia e não demorou muito vimos o primeiro movimento, uma ave grande deu um apito alto e saiu voando de dentro do fragmento florestal. Logo ela pousou em um bambu próximo ao ninho, checou o ninho rapidamente e iniciou a caçar, logo com a companhia do macho, que estava escondido em um outro lugar atrás de nós. Vimos cenas maravilhosas, com direito à coruja caçando um rato e ouvir os gritos desesperados do roedor.

Fiz a foto acima ainda com um pouquinho de luz do dia. É muito raro ver corujas grandes de dia aqui no Brasil, então quis aproveitar a situação, apesar dela estar bem longe ainda, pousada na borda da mata. Fiz a foto com camera Nikon D200, lente Nikkor 600mm f/4-AF-S, 1/6 – f/5, ISO 500. Pra disparar a uma velocidade tão baixa com a 600mm foi necessário usar o cabo remoto e mirror lock up, caso contrário seria impossível conseguir uma boa nitidez. Eu gostei dessa foto, mostra a coruja no ambiente dela, bem imponente, a dona do pedaço. Nesse tamanho na tela não dá pra ver muitos detalhes, mas impressa grande vai ficar legal.

Ao cair a noite elas ficaram mais à vontade e se aproximaram bem, permitindo fotos como essa. Não exageramos, logo deixamos o local e as corujas em paz. Em breve tem mais!
Excelente história e excelente fotos!!! Foi uma dessas que vi na Pousada Salve Floresta (Juquiá). Linda ave!
Por: Cristiano em 21/06/2009
às 1:28 pm
Não tenho nem o que falar.
ótimas fotos…e ótima parceria!!!! rsrsrs
Sucesso pra você pro Guilherme!!!
Por: Fernanda Barizon em 22/06/2009
às 11:24 am
parabéns ta muito lindo este blog
gostaria de participar também
amei,bjus.
Por: maria aparecida em 29/06/2009
às 12:38 pm