
Toda essa água vem de algum lugar… das chuvas, muito abundantes na região. Mais da metade das chuvas são produzidas localmente, através da evapotranspiração das plantas. O restante vem do mar. As chuvas se formam em nuvens cumulus nimbus muito
pesadas e escuras, atingindo alturas impressionantes no céu, um terror para os aviadores. Toda essa chuva frequentemente cai de forma violenta, contribuindo para os quase 3 metros de chuva anual na região.
Foi essa chuva que atrapalhou nossos planos, pois apesar de estarmos no meio da estação seca, os rios estavam muito cheios e quando isso acontece os peixes vão para dentro da floresta alagada, tornando a pescaria difícil. De qualquer forma uma viagem pra Amazônia sempre é boa, e com passeios na mata mostramos um mundo que os turistas não conheciam. Comer a castanha-do-Brasil (ou castanha-do-Pará), tomar a água pura e fresca do cipó-d’água, observar o trabalho das formigas no solo da floresta, observar o guia mateiro escalar o comprido açaizeiro pra cortar um cacho de açaí fresquinho, conviver com uma comunidade local e aprender como fazem a farinha de mandioca, etc.
Também observamos algumas aves interessantes, como o gavião-branco (Leucopternis albicollis), gavião-pega-macaco (Spizaetus tyrannus), gavião-de-anta (Daptrius ater), murucututu (Pulsatrix perspicillata), inúmeros bacuraus-de-cauda-barrada (Nyctiprogne leucopyga) sobrevoando o rio ao entardecer, bandos de araçaris-bico-de-marfim (Pteroglossus azara) e araçaris-de-bico-branco (Pteroglossus aracari), tucano-grande-de-papo-branco (Ramphastus tucanus), arapaçu-de-bico-comprido (Nasica longirostris), rouxinol-do-rio-negro (Icterus chrysocephalus), etc.
Agora de volta a Campinas vou retomar alguns projetos e trabalhos de fotografia bem interessantes…
