Publicado por: campossallesfotografia | 24/11/2009

Pesca oceânica e albatrozes

 

Esse fim-de-semana participei do campeonato de pesca oceânica do Iate Clube da Barra do Una / Ilhabela no barco de meu primo. O mar estava bem agitado o que dificultou bastante pra todo mundo. No total pegamos 6 dourados e 1 bonito-oceânico. Espero que na próxima etapa mês que vem o mar esteja melhor. Deu também pra fotografar um albatroz-de-nariz-amarelo (Thalassarche chlororhynchos). Comparando com alguns meses atrás, há muito menos albatrozes, vi apenas um ou outro. A grande maioria já migrou pro sul e pra ilhas distantes onde nidificam. Pescamos a cerca de 60 milhas da costa, e só começamos a ver os albatrozes a mais de 40 milhas.

Albatroz-de-nariz-amarelo (Thalassarche chlororhynchos) planando entre as ondas.

Pra fotografia dessas aves oceânicas é fundamental que você mantenha a câmera em um local seco e totalmente abrigado dos respingos de água salgada. Como estávamos em um barco pequeno, de 25 pés, mantive a camera dentro de uma mochila Lowepro Dryzone, totalmente à prova-d’água. O melhor é usar uma lente relativamente leve, e não precisa ter muito alcance também, pois você vai segurá-la na mão e as aves, curiosas, costumam chegar próximo ao barco, ainda que brevemente. Pra esse tipo de fotografia eu uso uma lente 300mm f/2.8.

Foto com um tratamento diferente, preset cm efeito do filme "300", ligeiramente modificado.

 

Publicado por: campossallesfotografia | 16/11/2009

Behind the scenes: Livro “Pássaros”

Video interessante de como fizeram o livro “Pássaros”, de Andrew Zuckerman. A tradução do título do livro no Brasil está errada tecnicamente, afinal nem todas as aves são pássaros, começando pela ave na capa do livro. É engraçado que uma obra desse tamanho tenha um erro tão besta como esse.

 O autor retrata uma série de espécies do mundo todo, aves de cativeiro em situações de estúdio. No video tem de tudo, desde ararinha-azul a condor.

Publicado por: campossallesfotografia | 15/11/2009

1 ano depois…

Passarinhar no nosso próprio quintal é sempre bom. Claro, a não ser que vc more num paraíso, as chances de ver algo muito raro são pequenas, mas mesmo assim é legal. Durante o ano vc vê as mudanças de espécies, a nidificação, etc. Faz pouco mais de 1 ano que me mudei pro bairro do Guará, distrito de Barão Geraldo em Campinas, segue a lista de aves que já registrei aqui em casa:

Legenda: (O) somente ouvidas ; (S) sobrevôo.
RALLIDAE
- saracura-três-potes (Aramides cajanea) (O)
ANATIDAE
- irerê (Dendrocygna viduata) (S)
- asa-branca (Dendrocygna autumnalis) (S)
ARDEIDAE
- garça-moura (Ardea cocoi) (S)
- garça-branca-grande (Ardea alba) (S)
- garça-vaqueira (Bubulcus ibis) (S)
THRESKIORNITHIDAE
- coró-coró (Mesembrinibis cayennensis) (O)
CICONIIDAE
- cabeça-seca (Mycteria americana) (S)
ANHIGIDAE
- biguatinga (Anhinga anhinga) (S)
PHALACROCORACIDAE
- biguá (Phalacrocorax brasilianus) (S)
CHARADRIIDAE
- quero-quero (Vanellus chilensis) (S)
CATHARTIDAE
- urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus) (S)
ACCIPITRIDAE
- gavião-peneira (Elanus leucurus) (S)
- gaviãozinho (Gampsonyx swainsonii)
- gavião-de-cabeça-cinza (Leptodon cayanensis) (S)
- sovi (Ictinia plumbea)
- gavião-caboclo (Buteogallus meridionalis) (S)
- gavião-miúdo (Accipiter striatus)
- gavião-de-rabo-branco (Buteo albicaudatus) (S)
- gavião-de-cauda-curta (Buteo brachyurus) (S)
- gavião-carijó (Rupornis magnirostris)
FALCONIDAE
- quiriquiri (Falco sparverius)
- falcão-de-coleira (Falco femoralis)
- carrapateiro (Milvago chimachima) (S)
- carcará (Caracara plancus)
TYTONIDAE
- suindara (Tyto alba) (O)
STRIGIDAE
- coruja-orelhuda (Rhinoptynx clamator)
- corujinha-do-mato (Megascops choliba)
- coruja-buraqueira (Athene cunicularia)
NYCTIBIIDAE
- urutau (Nyctibius griseus)
CAPRIMULGIDAE
- tuju (Lurocalis semitorquatus)
- bacurau (Nyctidromus albicollis) (O)
COLUMBIDAE
- pomba-asa-branca (Patagioenas picazuro)
- fogo-apagou (Columbina squammata)
- pomba-de-bando (Zenaida auriculata)
- rolinha-roxa (Columbina talpacoti)
CUCULIDAE
- alma-de-gato (Piaya cayana)
- anu-branco (Guira guira)
- anu-preto (Crotophaga ani)
- saci (Tapera naevia) (O)
PSITTACIDAE
- aratinga-de-bando (Aratinga leucophthalma)
- maracanã-pequena (Diopsittaca nobilis)
- tuim (Forpus xanthopterygius)
- maitaca-verde (Pionus maximiliani) (S)
- papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva)
APODIDAE
- taperuçu-de-coleira-branca (Streptoprocne zonaris) (S)
- andorinhão-do-temporal (Chaetura meridionalis) (S)
TROCHILIDAE
- rabo-branco-acanelado (Phaetornis pretrei)
- beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura)
- beija-flor-de-peito-azul (Amazilia lactea)
- beija-flor-dourado (Hylocharis chrysura)
- besourinho-de-bico-vermelho (Chlorostilbon lucidus)
- beija-flor-de-veste-preta (Anthracothorax nigricollis)
- bico-reto-de-banda-branca (Heliomaster squamosus)
ALCEDINIDAE
- martim-pescador-grande (Ceryle torquatus) (S)
RAMPHASTIDAE
- tucanuçu (Ramphastos toco)
PICIDAE
- pica-pau-anão-barrado (Picumnus cirratus)
- picapauzinho-anão (Veniliornis passerinus)
- pica-pau-do-campo (Colaptes campestris)
- pica-pau-branco (Melanerpes candidus)
- pica-pau-verde-barrado (Colaptes melanochloros)
- pica-pau-de-banda-branca (Dryocopus lineatus)
DENDROCOLAPTIDAE
- arapaçu-de-cerrado (Lepidocolaptes angutirostris)
FURNARIIDAE
- joão-de-barro (Furnarius rufus)
THAMNOPHILIDAE
- choca-barrada (Thamnophilus doliatus)
TYRANNIDAE
- ferreirinho-relógio (Todirostrum cinereum)
- guaracava-de-barriga-amarela (Elaenia flavogaster)
- risadinha (Camptostoma obsoletum)
- alegrinho (Serpophaga subcristata)
- tesourinha (Tyrannus savana)
- bem-te-vi (Pitangus sulphuratus)
- bentevizinho-de-penacho-vermelho (Myiozetetes similis)
- suiriri-cavaleiro (Machetornis rixosa)
- suiriri (Tyrannus melancholicus)
- peitica (Empidonomus varius)
- bem-te-vi-rajado (Myiodynastes maculatus)
CORVIDAE
- gralha-do-campo (Cyanocorax cristatellus)
VIREONIDAE
- pitiguari (Cyclarhis gujanensis)
HIRUNDINIDAE
- andorinha-do-campo (Progne tapera)
- andorinha-pequena-de-casa (Pygochelidon cyanoleuca)
TROGLODYTIDAE
- corruíra (Troglodytes musculus)
MIMIDAE
- sabiá-do-campo (Mimus saturninus)
TURDIDAE
- sabiá-barranco (Turdus leucomelas)
- sabiá-poca (Turdus amaurochalinus)
COEREBIDAE
- cambacica (Coereba flaveola)
THRAUPIDAE
- saíra-de-chapéu-preto (Nemosia pileata)
- figuinha-de-rabo-castanho (Conirostrum speciosum)
- saí-canário (Thlypopsis sordida)
- saíra-amarela (Tangara cayana)
- sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca)
- sanhaço-do-coqueiro (Thraupis palmarum)
EMBEREZIDAE
- tico-tico (Zonotrichia capensis)
- coleirinho (Sporophila caerulescens)
- bigodinho (Sporophila lineola)
- tiziu (Volatinia jacarina)
- tipio (Sicalis luteola)
ICTERIDAE
- encontro (Icterus cayanensis)
- vira-bosta (Molothrus bonariensis)
- pássaro-preto (Gnorimopsar chopi)
FRINGILLIDAE
- pintassilgo (Carduelis magellanica)
- fim-fim (Euphonia chlorotica)
EXÓTICOS
- bico-de-lacre (Estrida astrild)
- pardal (Passer domesticus)

 Total: 103 (sendo 5 ouvidas apenas)
Publicado por: campossallesfotografia | 12/11/2009

Natureza virgem

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“No fundo de mim uma voz me chamava”, disse Fawcett. “No princípio mal podia ser ouvida, mas persistiu até eu não conseguir mais ignorá-la. Era a voz dos lugares selvagens, e eu sabia que aquilo agora fazia parte de mim para sempre.” E acrescentou: “De uma forma inexplicável – e espantosa – eu sabia que amava aquele inferno. Aquela atração maligna tinha me capturado, e eu queria ver aquilo de novo.” 

Esse parágrafo faz parte do livro “Z – a cidade perdida“, de David Grann. O livro conta a história real do Coronel Fawcett em busca do “Eldorado” na Amazônia brasileira no início do século XIX.

As vezes acho que me sinto assim. Não em busca de algo tolo como um Eldorado, é claro, mas em busca de outros tesouros inexplorados – tesouros biológicos. É tempo de planejar. Uma vez que se experimentou a natureza selvagem verdadeiramente virgem, nenhuma outra é capaz de satisfazer. É um imã que, cedo ou tarde, te puxa de volta. E eu vou voltar. No Brasil ainda temos alguns lugares assim.

 

Publicado por: campossallesfotografia | 10/11/2009

Foto minha na capa da Terra da Gente!

A edição desse mês da revista Terra da Gente está com uma foto minha na capa e também várias ilustrando a matéria sobre o Buraco das Araras. Não perca, já nas bancas!

capa

Publicado por: campossallesfotografia | 10/11/2009

Fim-de-semana no Parque do Zizo

 

Esse fim-de-semana fui a RPPN Parque do Zizo acompanhar o guia de birdwatching equatoriano Lelis Navarrete e seu cliente americano John Robert. Lelis é um dos sócios da Neblina Forest Tours e um dos guias mais procurados e respeitados na América do Sul, além de muito gente fina. Ficamos somente um dia e meio, mas foi o suficiente pra observarmos muitas espécies, incluindo raridades como a jacutinga, o uru-capoeira, o cuiú-cuiú e a choquinha-pequena, além de 5 novos registros para o parque. Quase não fiz fotos, pois fiquei o tempo todo acompanhando eles nas muitas trilhas do parque.

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Robert, Lelis e eu

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Caninana (Spilotes pullatus) de 1,5m encontrada ao lado da pousada. Apesar da aparência, não é venenosa.

Publicado por: campossallesfotografia | 02/11/2009

Regrinhas básicas do trabalho de fotografia

Dicas interessantes (e importantes!) publicadas no blog do Fotosalada. Eu adaptei alguns detalhes pois o original era mais voltado pro mercado de design gráfico (Tbm apaguei algumas que não tem muito a ver com fotografia).

1) “Faça esse trabalho barato (ou de graça) e no próximo pagaremos melhor”
Nenhum profissional que se preze daria seu trabalho de mãos beijadas na esperança de cobrar mais caro mais tarde. Você consegue imaginar o que um advogado diria se você dissesse “me defenda de graça dessa vez que na próxima vez que eu precisar de um advogado eu te chamo e pago melhor”. Ele com certeza riria da sua cara.

2) “Nós nunca pagamos 1 centavo antes de ver o produto final”
Essa é uma pegadinha. A partir do momento que você foi contratado para fazer o trabalho você DEVE pedir uma entrada ou entregar as fotos em alta resolução após o pagamento (a não ser é claro que seja um cliente antigo e frequente, e que já possui uma certa rotina de pagamentos pra você). O motivo é simples, você está trabalhando desde o momento que se dispõe a fazer a reunião de briefing e planejamento do trabalho. Uma vez que você já entregou o material, alguns clientes podem não ter tanta pressa assim em te pagar. Adivinhe quem ficou no prejuízo?

3) “Esse trabalho será ótimo para seu portfolio! Depois desse você vai conseguir muitos outros”
Essa é uma das mais típicas. E costuma fazer vítimas principalmente entre jovens que estão iniciando. Para não cair nessa, basta pensar “quanto o seu cliente vai faturar com o seu trabalho?”. Além disso, não esqueça que, mesmo que ele indique seu trabalho para outras empresas, com certeza ele dirá quanto custou (ou se foi de graça) e imagine o que os próximos irão querer? E tem mais, ao entrar em contato com vc significa que ele gosta de seu trabalho/foto. Ele não está te fazendo um favor, ele te procurou por opção própria. Basta você decidir se vai ser o “bobinho” que dá fotos de graça ou não.

4) “Veja, o job não foi cancelado, somente adiado. Deixe a conta aberta e continuaremos dentro de um mês ou dois”
Provavelmente não. Seria um erro você não faturar o que foi feito até o momento esperando que o trabalho continue depois. Ligue em dois meses e você verá que alguém estará trabalhando no job. E adivinhe! Eles nem ao menos sabem quem você é… e o dinheiro do início do trabalho, lógico, já era!

5) “CONTRATO?? Nós não precisamos assinar contratos! Não estamos entre amigos?”
Sim, estamos. Até que alguma coisa dê errada ou ocorra um mal-entendido, e você se transforme no meu maior inimigo e eu sou o seu “fotógrafo estúpido”, aí o contrato é essencial! Simples assim! Ao menos que você não ligue em não ser pago. Qualquer profissional usa um contrato para definir como será o trabalho e você deve fazê-lo também!

6 ) “O último fotógrafo fez esse job por XX reais”
Isso é irrelevante. Se o último fotógrafo era tão bom por que ele te chamou? E quanto o outro cobrava não significa nada pra você. Pessoas que cobram muito pouco pelo seu tempo acabam fadadas ao insucesso (por auto-destruição financeira). Faça um preço justo, ofereça no máximo 5% de desconto e não abra mão disso. Não sabe o quanto cobrar por uma foto? Esse site é um bom começo: Photo ShowCase (Brasil).

7) “Nosso orçamento para esse job é de XX reais”
Interessante, não? Um cara sai para comprar um carro e sabe exatamente quanto ele vai gastar antes mesmo de fazer uma pesquisa. Uma quantia de trabalho custa uma quantia de dinheiro. Se seu cliente tem menos dinheiro e ainda assim você quer pegar o trabalho, dedique menos horas a ele ou restrinja a licença de uso. Deixe isso bem claro ao seu cliente.  A escolha é de ambos.

8 ) “Estamos com problemas financeiros. Passe o trabalho para nós e, quando estivermos em melhor situação, te pagamos.”
Claro, mas pode contar que, quando o dinheiro chegar, você estará bem lá no final da lista de pagamentos. Se alguém chega ao ponto de admitir que está com problemas financeiros então provavelmente o problema é bem maior do que parece. Além disso, você por acaso é um banco para fazer empréstimos? Se você quer arriscar, pelo menos peça dinheiro adicional pelo tempo de espera. Um banco faz isso, não faz? Por que provavelmente esse é o motivo deles quererem atrasar seu pagamento, ter 6 meses de dinheiro “emprestado” sem ter que pagar juros, o que não aconteceria se ele tivesse que emprestar do banco. Não jogue dinheiro fora!

Publicado por: campossallesfotografia | 29/10/2009

Albatrozes na praia? Acredite se quiser…

Na viagem pra Lagoa do Peixe eu e o Guilherme Ortiz fizemos um registro bem interessante e improvável… vimos dezenas de albatrozes e petréis voando a algumas centenas de metros da praia! Pra quem não sabe essas são aves estritamente oceãnicas, no Brasil só são vistas várias milhas pra fora. Por exemplo mês passado durante uma pescaria em alto-mar só começamos a ver os albatrozes a 30 milhas da costa! Portanto ver essas aves enormes e fantásticas assim pertinho da praia é algo raríssimo!

Nesse dia na Lagoa do Peixe estava ventando NE bem forte, o que com certeza contribuiu pra aproximação dessas aves. Fiz algumas fotos só pra comprovar o registro mesmo, pois permaneceram longe, seguindo dois barcos pesqueiros. Aproximando bastante a foto dá pra especular quais espécies eram: albatroz-de-nariz-amarelo-do-atlantico (Thalassarche chlororhynchos) e jovens de petrel-gigante-do-sul (Macronectes giganteus). Esse albatroz eu vi também durante a pescaria. Nessa época do ano, com as águas esquentando, essa é a espécie mais comum em águas brasileiras. Durante o inverno a mais comum é o albatroz-de-sombrancelha (Thalassarche melanophris).

O albatroz-de-nariz-amarelo nidifica nas ilhas Tristão da Cunha, mais ou menos no meio do caminho entre a África do Sul e o Brasil. É muita água!

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A visão geral, sem crop. Dá pra ver as aves além da arrebentação.

albatroz

petrel

Publicado por: campossallesfotografia | 28/10/2009

Novo guia de aves do Brasil… finalmente!!

Foi lançado o tão esperado “A Field Guide to the Birds of Brazil”, de Ber van Perlo, um guia com todas as espécies de aves do Brasil, atualizado com novas descobertas e splits. Os primeiros reviews no Amazon.com são bons. Parece que têm várias ilustrações de subespécies com plumagens diferentes além de textos com notinhas explicativas ao lado de cada espécie, tipo de habitat, canto, etc. Gosto muito desses textos, dão dicas super importantes de identificação.

As reclamações vem do tamanho do livro, que dizem ser um pouco grande pra uso em campo (como fazer um livro pequeno com mais de 1.800 aves!)… e alguns reclamam das ilustrações tbm, que não são nenhuma obra de arte. Mas, a julgar pela ilustração na capa, melhor do que a gente tem aí com certeza deve ser…

Publicado por: campossallesfotografia | 26/10/2009

Como fiz: Arapaçu-liso

Nikon D200, Nikkor 600mm f/4 AF-S. 1/40 @ f/5, ISO 500, foco manual

Nikon D200, Nikkor 600mm f/4 AF-S. 1/40 @ f/5, ISO 500, foco manual

Fiz essa foto no Parque do Zizo, em uma trilha pequena que sai do início da trilha do Ouro Fino, bem pertinho da sede do parque, durante uma matéria pra revista Eurobike. Encontrei uma grande correição de formigas Eciton e, como sempre, as aves que seguem as formigas. Tinha juruva-verde (Baryphthengus ruficapillus), tiê-de-topete (Trichothraupis melanops) e os seguidores profissionais olho-de-fogo-do-sul (Pyriglena leucoptera) e o arapaçu-liso (Dendrocincla turdina), entre outros.

A atividade de aves era grande, e algumas chegavam bem perto no frenesí pra capturar algum inseto fugindo das formigas. Notei que os arapaçus (tinham vários, no mínimo uns 6 ou 7) sempre pousavam em troncos verticais e ficavam parados um bom tempo, observando o solo pra em seguida voar e capturar a presa. Sabendo disso foquei num tronco bem bonito, com diversas bromélias e musgos e esperei. Os arapaçus pousavam em todos os galhos a minha volta menos naquele que eu queria. Não tinha muito tempo pois as formigas estavam cada vez mais próximas e dentro de uns 2 minutos eu teria que sair dali, caso contrário as formigas íam me atacar.

Finalmente um arapaçu pousou no lugar certinho. Como a velocidade era bem lenta usei cabo disparador e bati várias fotos. Não usei flash. Gostei bastante do resultado.

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