Publicado por: campossallesfotografia | 08/02/2010

Como organizo os arquivos de playback

 

O playback, se bem usado, é uma arma poderosa na fotografia de aves, principalmente as mais tímidas e/ou as que habitam ambientes mais fechados, como florestas.  Existem muitas formas de organizar os arquivos de playback e isso vai realmente de gosto pessoal. Ao longo do tempo fui melhorando minha maneira de organizá-los e hoje faço dessa forma, lembrando que as instruções são principalmente para aparelhos da Apple (iPod ou iPhone):

1) Após baixar e editar os arquivos MP3 eu os salvo em uma pasta da família, por exemplo o “Tijuca atra.mp3 eu salvo na pasta COTINGIDAE, e assim por diante. Isso é apenas pra organização dos arquivos no computador, mais tarde organizamos ele pro iPod. Se tenho 2 ou mais sons da mesma ave eu salvo como “Tijuca atra 2.mp3″ e assim por diante. Nessa pasta eu vou baixar os sons dos cotingídeos em geral, sem qualquer separação de área de ocorrência. Devido à forma como o iTunes trabalha não é bom criar cópias do mesmo arquivo em pastas diferentes.

2) No iTunes é interessante criar diferentes bibliotecas (libraries) para diferentes regiões do país. Por exemplo atualmente eu tenho 4 bibliotecas, são elas: Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte. Faço isso pra facilitar a localização em campo de alguma espécie. Por exemplo se estou na Mata Atlântica procurando um tiranídeo qualquer, porque perder tempo procurando em meio a um monte de espécies que só ocorrem na Amazônia? Se eu vou pra Mata Atlântica eu vou usar a biblioteca Sudeste. Mas também não é bom limitar muito as espécies por biblioteca, tipo “Parte alta de Itatiaia”, pq no caminho você pode encontrar outra espécie interessante e aí talvez você não tenha o som dela no iPod naquele momento, pq ela não ocorre na parte alta de Itatiaia… ou seja, faça uma limitação meio grosseira.

Mas como criar essas bibliotecas diferentes? Ao clicar duas vezes no ícone do iTunes deixe o botão SHIFT apertado. Vai aparecer uma janela perguntando se você quer criar uma nova biblioteca. Toda vez que quiser trocar de biblioteca pra sincronizar o iPod ou editar, basta fazer a mesma coisa, abrir o iTunes com o SHIFT apertado mas dessa vez clicar em escolher biblioteca. Se não apertar o SHIFT o iTunes vai abrir normalmente com a última biblioteca que foi aberta.

Janela com opção de criar ou escolher biblioteca

3) No iTunes eu vou em “Arquivo > Adicionar Pasta à Biblioteca” e seleciono a pasta que quero adicionar, no caso do nosso exemplo, COTINGIDAE. Em seguida vou à lista “Adicionados Recentemente”. Lá eu vou ver todos os arquivos da pasta cotingídeos. É hora de organizar um por um.

4) Eu particularmente estou mais acostumado e prefiro organizar com os nomes das espécies em inglês seguido do científico. É um gosto puramente pessoal e até por necessidade profissional pois como guio turistas estrangeiros pra fotografia, preciso me acostumar na marra com os nomes em inglês. Mas nada impede que você use os nomes em português ou somente o científico, como muita gente faz.

Então no meu caso eu coloco na coluna “Nome” dessa forma, por exemplo: “Cotinga, Black-and-gold (Tijuca atra)”. Você deve estar se perguntando por que o Cotinga na frente? Eu prefiro usar assim pois facilita e agiliza a localização da espécie no iPod. Então se eu estou procurando o som da espécie eu vou direto pra Cotinga e lá eu acho a Black-and-gold. Isso é especialmente útil em famílias muito grandes, como a TYRANNIDAE, por exemplo com os inúmeros Tyrannulets ou Flycatchers.

Na coluna ”Artista” coloco “COTINGIDAE”, na coluna “Álbum” eu copio e colo o que digitei em “Nome” e na coluna “Gênero” eu coloco AVES COTINGIDAE. Por que o AVES na frente? Poque assim eu posso se quiser criar uma lista “MUSICAS” sem que ela se misture por exemplo com “MOMOTIDAE” ou “MOTACILLIDAE”. Se quiser adicionar informações extras tipo nome de quem gravou ou local, basta inserir em “Outras Informações”.

5) Agora vá em  ”Arquivo > Nova Lista Inteligente” e onde tem “Artista” selecione “Gênero”. Na do lado deixe em “Contém” e na última digite COTINGIDAE. Deixe a caixa “Atualização Instantânea” selecionada e clique OK. Uma lista COTINGIDAE será criada. Toda vez que você adicionar um arquivo com COTINGIDAE no “Gênero”, ele já vai automaticamente pra lista certa.

6) Pra adicionar imagens ao arquivo basta ir até ele na lista, clicar com o botão direito e clicar em “Obter Informações”. Aí você vai em “Capa” e “Adiconar”. É trabalhoso criar as capas e adicionar pra cada arquivo, mas acho super importante pois facilita a localização rápida dos sons. ^

7) Para excluir as espécies que não ocorrem na região da biblioteca (e justificar a criação da mesma), vá em “Biblioteca > Música” e exclua os arquivos necessários. Vale lembrar que eles não serão excluídos do computador, mas sim dessa biblioteca do iTunes. Quando você for adicioná-lo em outra biblioteca eles já estarão editados (com imagem e tudo) e, uma vez criada a lista inteligente praquela família, o arquivo irá automaticamente pra lá. 

Clique para ver maior

Eu organizo dessa forma pois no iPod eu posso localizar mais facilmente o som indo por “Artists >COTINGIDAE ” Aqui eu vou ver os nomes das espécies com a imagem do lado, e isso, na minha opinião, ajuda a localização mais rápida do arquivo, o que pode fazer muita diferença na prática. Não duvido que existem formas melhores de organizar, mas essa forma funciona pra mim e espero que pra você também!

O resultado final, mostrando os sons na família COTINGIDAE

Publicado por: campossallesfotografia | 02/02/2010

Nikon D700: parâmetros de exposição e timers

Seguindo a série de recomendação de ajuste de menu da Nikon D700. Serve também pra D3 e, possivelmente, pra D300. Na verdade eu estou apenas passando quais eu uso e por que, as vezes a forma da pessoa fotografar pode ser diferente e alguns itens são realmente de preferencia pessoal. Bom, hoje vamos ver os parâmetros dos menus de exposição (b) e timers (c).

b1 – ISO Sensitivity Step Value: aqui você diz se os ajustes de ISO devem ser feitos  em incrementos de 1/3 EV, 1/2 EV ou 1 EV. Lembrando que EV é o mesmo que stop. Com certeza vale a pena manter em 1/3 EV para ter mais precisão nos ajustes.

b2 – EV Steps for Exposure Cntrl.: determina os incrementos no controle de exposição… novamente é importantíssimo que você mantenha em 1/3!

b3 – Exp Comp/Fine Tune: determina os ajustes de compensação de exposição e flash.. de novo 1/3.

b4 – Easy Exposure Compensation: aqui vc escolhe como fazer para alterar a compensação de exposição. Normalmente vc tem que apertar um botão ao lado do botão de obturador (é um botão com sinal de + e -) e ao mesmo tempo girar o controle de trás da câmera, esse é o modo normal em Off. Tem o modo RESET onde vc não precisa apertar o botão pra mudar a compensação, mas ela volta ao zero toda vez que a câmera ou o visor desligar. Eu prefiro manter em On assim não preciso apertar o botão (acho mais prático e rápido), mas a compensação que escolhi fica lá mesmo quando a câmera ou o visor desligar.

b5 – Center-Weighted Area: define o tamanho da área em modo de exposição center-weighted, onde a câmera valoriza mais os itens no centro do quadro. Mantenho em 12mm.

b6 – Fine Tune Optimal Exposure: nunca usei e provavelmente nunca vou usar… isso serve pra vc fazer ajustes finos na forma como sua câmera está fotometrando. Provavelmente se vc tiver que mecher aqui é pq tem alguma coisa de errada com a câmera.

c1 – Shutter-Release Button AE-L: mantenha em Off, pois se você manter em On os valores de exposição serão fixados sempre que você apertar o botão de obturador pela metade, e não somente o botão AE-L/AF-L que seria o normal. O ruim disso é que o botão de obturador é usado para focar (pelo menos eu uso assim) e em algumas ocasiões o ponto de foco não é necessariamente o ponto correto pra se basear para exposição. As vezes pegamos a exposição em um ponto, reenquadramos e batemos a foto, se você usar em On a câmera vai recalcular e modificar a exposição de acordo com o enquadramento usado para focar.

c2 – Auto-Meter-off Delay: determina o tempo que a fotometragem da câmera (e consequentemente o visor), ficarão ativos. Mantenho em 6 segundos.

c3 – Self-Timer Delay: determina o tempo do disparador automático. Como as vêzes, com a câmera no tripé, eu uso o disparador automático pra fazer a foto sem tocar na câmera deixo em um tempo relativamente curto, 5 segundos. O ideal nesses casos seria usar um cabo e disparar via MLU, mas as vezes não dá tempo então pra garantir uma foto mais nítida eu faço com o self-timer mesmo. Claro que, dependendo da necessidade, eu aumento esse tempo… pratirar uma foto de mim mesmo por exemplo, sem ter que sair correndo pra frente da câmera.

c4 – Monitor off Delay: determina o tempo que o monitor LCD vai desligar em diversos modos diferentes. Em trabalhos onde tenho fácil acesso à energia e preciso ver bem os detalhes da foto, costumo deixar tempos mais longos, mas no geral é assim Playback 10, Menus 20, Shooting info display 10 e Image review 4.

Publicado por: campossallesfotografia | 27/01/2010

REVIEW: “A Field Guide to the Birds of Brazil”

 

Essa semana chegou a minha cópia do novo guia de aves do Brasil, o “Field Guide to the Birds of Brazil”, de Ber van Perlo, holandês, autor de vários outros guias de aves, principalmente na África. A primeira impressão é de que, apesar de relativamente leve, é um livro um pouco grande pra levar a campo confortavelmente, mede 16 x 24 x 2 cm. Mas dá pra levar em uma pochete grande ou mochila. Não dá pra esperar um livro pequeno com todas as mais de 1.800 aves do Brasil em 187 pranchas, mas daria pra esse livro ser menor e realmente um “field guide” como o próprio título diz. Mais tarde explico por que. É escrito inteiramente em inglês, com apenas o nome das espécies em português (além, é claro, do nome em inglês e do científico), o que pode ser um problema pra quem não lê inglês.

A introdução fala superficialmente dos tipos de clima do Brasil, vegetação, geologia, etc. Em seguida ele explica a “sistemática” do livro. Há também uma introdução de todas as famílias com um texto bem básico mas que pode auxiliar um pouco na identificação, por exemplo:

MOTMOTS (73, TA) Medium-sized, sluggish, bright-colored birds with a strong bill and a long tail, that often ends in raquets. May perch motionless for long periods in the forest subcanopy.

Esse é um dos textos mais curtos, as famílias mais numerosas possuem textos maiores. Note que ele fala o básico, que os “motmots” são aves de tamanho médio, preguiçosas, coloridas, etc. Assim como a maioria dos guias em inglês, não é mencionado o nome da família, no caso Momotidae. O número 73 refere-se a um pequeno desenho ao lado mostrando um exemplo de espécie da família, e também é o número da prancha da família. O TA indica que só ocorrem na América Tropical.

Agora vamos ao que interessa: as ilustrações nas pranchas são simples mas eficientes. O que quero dizer é que defitinitivamente não são obras de arte, não são bem detalhadas (não esperer ver detalhes mínimo na plumagem ou complexos padrões de luz e sombra), mas são muito eficientes na identificação da maioria das espécies pois as partes importantes estão ilustradas corretamente, bem como a posição típica de cada espécie. Nos casos de dimorfismo sexual as fêmeas estão ilustradas. Também estão ilustradas algumas das principais subespécies com diferenças físicas relativamente grandes, mas não todas. Em muitos casos também estão ilustradas as espécies em vôo, por exemplo todas as aves marinhas (incluindo maçaricos e afins), mergulhões, garças e socós, patos e marrecas, urubus, gaviões, falcões, carquejas, pombas, pscitacídeos, bacuraus, etc. E, novamente, são ilustrações eficientes, com o formato e proporção corretos, coloração, padrões de plumagem, etc.

A sequência taxonômica das famílias é meio confusa, no início vc se perde. Por exemplo, estamos acostumados a ter os tinamídeos logo no início do livro, na primeira página. Nesse guia porém os tinamídeos só estão na prancha 26, o livro começa com os albatrozes. Os cotingídeos vem entre os tapaculos e os piprídeos, e só depois, mais pra frente, vem os tiranídeos. Ou seja, de início é preciso se adaptar a essa sequencia diferente. De acordo com o autor ele colocou as famílias de “aves parecidas” próximas entre si.

As ilustrações todas estão nas páginas da direita. Na esquerda estão os mapas de ocorrência e informações de cada espécie. Vou pegar uma de exemplo:

73.3 RUFOUS-CAPPED MOTMOT (Juruva-verde) Baryphthengus ruficapillus L 15.7 in./40 cm (incl. tail). Note distinctive green head with rufous cap and lack of racquets. Humid forest, gallery forest, dense woodland. Song: short, muffled trill, like “urrrrc.”

O nº 73 se refere ao nº da prancha e .3 à espécie. Logo outras espécies nessa prancha (que também inclui os martim-pescadores) são 73.4, 73.2, etc. Logo após há o nome em português e o científico de acordo com o CBRO e SACC, respectivamente. O L refere-se a lenght (comprimento), mostrado em polegadas e cm, incluindo a cauda. Aí ele fala pra notar a cabeça verde com o chapéu rufo e a falta de “raquetes” na ponta da cauda, que são itens importantes na identificação. Em seguida fala um pouco do hábitat, em muitos casos ele também fala sobre a altitude preferida da espécie, principalmente espécies que são mais ou menos restritas a uma certa altitude. Depois vem a descrição do canto… essa parte é sempre difícil pois cada pessoa “traduz” isso de uma forma… principalmente se considerarmos que a transcrição é baseada na lingua inglesa, em portugues muitas vezes ela seria diferente. Mas mesmo assim é útil pra lembrar do som, se vc já o conhece. Em casos de espécies mais crípticas, de difícil separação, o texto é mais detalhado:

134.10 MOUSE-COLORED TYRANNULET (Bagageiro) Phaeomyias murina L 4.7 in./12 cm. Inconspicuous. Resembles smaller 134,3a, but lacks crest; eye-brow more prominent (cf. 142.10) and upperparts browner. Pale base to lower mandible, unlike 133.4 and 137.5. Arid scrub, cerrado, woodland, riverine belts, suburbs, mangrove. Song: varied; e.g., very high, strident, sweeping “tuWEEt” (“WEEt” often without “tu”; ascending several pitches). 

Aqui ele diz que a espécie se parece com o Camptostoma obsoletum (o “a” refer-se às spp. nominal e cinerascens), mas sem o topete; sombrancelhas mais fortes (compare com Lathrotriccus euleri) e partes de cima mais marrom. Base do bico de baixo pálida, ao contrário de Suiriri suiriri e Sublegatus modestus. Ou seja, ele cobre as principais diferenças entre as espécies mais parecidas de forma bem direta.

Amostra de página, clique para ver maior.

Os mapas mostram a área de ocorrência da espécie no Brasil em cores diferentes. Verde significa que ela é residente, mas há 3 tonalidades de verdes que indicam o grau de possibilidade de encontrar a espécies no habitat adequado. Verde escuro é para espécies comuns, com chance de 60 a 100%. Verde médio chance de 10 a 60% e verde claro chance “muito pequena”, não especificada em porcentagem. Claro que isso é meio subjetivo, mas ajuda bastante. Há também cores diferentes, tons de vermelho indicam migrantes de verão (que vem do norte), e tons azuis indicam migrantes de inverno (que vem do sul), e ambos tem a mesma escala de mais escuro pra mais claro. As cores podem ser usadas em conjunto, por exemplo no mapa do Juruva-verde há uma área verde médio e uma área verde claro mais ao norte, onde a espécie pode ser registrada, mas deve ser bem mais rara. Em outros casos há também uma combinação de verde (residente), com migrantes e etc. Achei isso bem legal. Há ainda um tipo de estrela pra populações isoladas, uma cruz para vagantes e uma interrogação para ocorrências questionáveis. Um exemplo da utilidade desse esquema de misturar cores no mapa é com o Tachuris rubrigastra. No mapa dele aparece verde médio na porção sul do RS e azul médio até o sul de SP. Ou seja, a espécie é residente no sul do RS e migratória nos meses de inverno nas outras regiões.

Como é um guia novo, ele está atualizado com as descobertas recentes. Por exemplo há o flamingo-de-puna, encontrado recentemente (acho que ano passado) no Acre e o bicudinho-do-brejo-paulista, espécie que ainda nem foi descrita (não tem nome científico), mas com certeza vai ter em breve, então ele já incluiu no livro, o que é muito bom. Uma curiosidade é que, assim como em outros livros, há as espécies exóticas introduzidas, como bico-de-lacre e pardal, mas o autor vai além e inclui tbm galo e galinha-d’angola… achei isso engraçado, embora totalmente inútil, hehe..

Mas por que disse no começo que o livro poderia ser menor? Simplesmente pq há muito espaço em branco! Por exemplo quase todas as pranchas tem bastante espaço sobrando, daria pra apertar um pouco as ilustrações tranquilamente sem ter que diminuir o tamanho. Na parte dos textos também, muitas páginas tem espaço de sobra, ou seja, os textos poderia ser mais detalhados. Ou isso, ou poderia diminuir o tamanho do livro! Será que já planejam lançar no futuro uma segunda versão mais compacta, depois que todo mundo comprou a 1ª? Não duvido.

Embora não seja ainda o guia dos sonhos do observador de aves no Brasil, é sem dúvida o melhor já produzido até hoje. Recomendo bastante!

Publicado por: campossallesfotografia | 22/01/2010

Nikon D700: parâmetros de autofocus

Vou começar uma série explicando alguns parâmetros que uso de configuração da D700, principalmente pra fotografia de natureza e aves. As informações valem também pra D3 e D300, que possuem menus bem parecidos.

Bom, nesse post vou tratar das configurações de autofocus, mostradas no menu da D700 pelas letras a1, a2, a3, etc., conforme figura abaixo.

a1 – AF-C priority selection: Essa configuração determina quando as fotos serão batidas quando em modo de foco contínuo, que é normalmente utilizado para assuntos em movimento, aves em vôo por exemplo. Mantenho em Release pois assim as fotos serão batidas toda vez que eu apertar o botão até o final, independente de estarem em foco ou não. Prefiro fazer várias fotos e depois deletar as que não ficaram em foco.

a2 – AF-S priority selection: Essa configuração é a mesma da acima, só que em modo single, ou seja, quando o foco é feito toda vez que você apertar o botão até a metade e mantido naquela posição. É o modo tradicional de auto-foco e mais usado para assuntos parados. Nesse caso eu mantenho em Focus, pois só quero que bata a foto quando o assunto estiver realmente focado.

a3 – Dynamic AF area: Esse parâmetro só é ativo quando em modo AF-C e em Dynamic Area, que é aquela chavezinha na parte de baixo da câmera. É muito bom para fotografar aves em vôo. Essa configuração determina quantos pontos de foco serão utilizados para achar o assunto caso ele saia do ponto central. Como em fotografia de aves em vôo é difícil mante-la no meio, eu uso toda a ajuda que posso e portanto deixo em 51 points. O modo “51 points 3D-tracking” não é recomendado pois ele pode errar no caso da ave estar voando contra um fundo de cor similar à ave.

a4 – Focus tracking with lock-on: Aqui você ajusta o tempo que a câmera demora para reajustar o foco quando em AF-C caso a distância para o assunto mude abruptamente. Na prática isso quer dizer se você está acompanhando uma ave em vôo e passa na frente de uma árvore por exemplo. Se você deixar em Off a câmera vai instantaneamente focar na árvore e perder o foco na ave… isso não é desejável, então evite tempos muito curtos aqui. Eu deixo em Normal mas em algumas situações pode ser que Long seja melhor.

a5 – AF activation: Aqui você determina se somente o AF-ON aciona o auto-foco ou se o obturador + o AF-ON. Eu deixo em Shutter/AF-ON pois prefiro fazer o auto-foco com o botão do obturador apertado até a metade mesmo. Mas isso é puramente uma questão de costume e vai de gosto pessoal.

a6 – AF Point Illumination: Se você quer que o ponto ativo de foco fique iluminado de vermelho no visor. Deixo em Auto, assim ele só é iluminado quando necessário (quando faço o foco, por exemplo). Nesse modo também aparece um retângulo no quadro que indica o formato DX (sensor cropado). É útil pois coincidentemente é também praticamente o quadro com conversor 1.4x, então é bom pra eu ver como ficaria se estivesse com o conversor. Claro que isso não vale pra D300, que já é DX.

a7 – Focus Point Wrap-Around: Determina se o ponto de foco selecionado pode “dar a volta” no visor e recomeçar do outro lado. Pra mim isso é inútil pois eu praticamente nunca uso outro ponto de foco que não o central, e também mantenho essa seleção travada (chave atrás da câmera, deixo em L). Mas de qualquer forma mantenho em No wrap.

a8 – AF Point Selection: Determina o número de pontos de foco para selação. Novamente inútil pelos motivos falados acima, mas mantenho em 51 points.

a9 – Built-in AF-Assist Illuminator: Determina se a luz de auxílio ao auto-foco será acesa quando necessário ou não. Pra fotografia de aves eu normalmente deixo em Off pois a distância efetiva dessa luz é de apenas 3 metros, então não vai adiantar nada a não ser talvez assustar a ave. Pra fotografia com lentes menores eu deixo em On.

a10 – AF-ON for MB-D10: Determina a função do botão AF-ON no battery pack opcional da Nikon. Como eu não uso o battery pack eu nunca pensei a respeito, então deixo em AF-ON mesmo, que serve pra fazer o auto-foco.

No próximo post da série vamos rever os itens do menu de fotometragem e exposição.

Publicado por: campossallesfotografia | 19/01/2010

Workshop de Fotografia de Aves

É com muita felicidade que anuncio o 1º Workshop de Fotografia de Aves em uma parceria com duas das melhores pousadas de observação de aves de SP, a Reserva Guainumbi e o Parque do Zizo,  nomes já famosos entre observadores de aves do Brasil e do exterior. Não perca a oportunidade de passar um fim-de-semana fazendo grandes fotos, já que todo o workshop será conduzido na prática, pra você aprender na medida que vai fotografando.

Vou ensinar muitas coisas que aprendi ao longo dos anos e também várias dicas de como conseguir uma boa aproximação das aves pra fotos com qualidade profissional. Um diferencial importante é que estou limitando a um máximo de apenas 6 fotógrafos por vez, assim todos vão conseguir fotos ótimas e atenção pessoal. Outro diferencial é que você escolhe se quer fazer o workshop na Guainumbi ou no Zizo… ou por que não nos 2? Ambos oferecem atrações diferentes e com certeza as duas viagens vão render ótimas fotos. Espero você!

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Publicado por: campossallesfotografia | 18/01/2010

Sons parecidos e sonogramas

 

Em fotografia de aves, principalmente em florestas, é muito importante conhecer os diferentes cantos das inúmeras espécies que ocorrem no local, principalmente se você estiver usando playback, já que na maioria das vezes as aves são localizadas inicialmente pelo vocalização, e só depois ocorre a visualização. O problema é que em florestas muitas aves resolveram o problema de reverberação do som com a mesma solução: notas seguidas repetidas, variando apenas um pouco as frases, que podem ser ascendentes ou descendentes, ou uma mistura. O resultado é que há uma infinidade de vocalizações muito parecidas entre si. Uma boa forma de estudar essas diferenças é através do sonograma, que nada mais é que o gráfico das composições de frequencia, timbre e amplitude de uma gravação.

Numa palestra do Jemery Minns  no último AVISTAR ele disse que acha mais fácil associar o som à espécie se temos a memória visual desse som, ou seja, a memória do desenho do sonograma, já que somos uma espécie amplamente visual. A audição não é o mais forte nos humanos. Eu concordo plenamente com ele, e, após começar a usar essa técnica, tenho tido bem mais sucesso na identificação dos sons, que sempre foi uma dificuldade pra mim. Veja esse exemplo:

Canto funcional do papo-branco (Biatas nigropectus).

Clique aqui para ouvir esse canto em uma outra janela. Repare como o canto forma uma curva, inicialmente subindo um pouco e depois descendo levemente. Há também um chamado mais baixo que precede a frase. Agora compare com esse som abaixo, de uma espécie da mesma família que vive no mesmo ambiente na Mata Atlântica do S e SE:

Canto funcional do olho-de-fogo-do-sul (Pyriglena leucoptera)

Clique aqui para ouvir o canto. Nesse, apesar de praticamente o mesmo número de notas, repare como ele é sempre descendente, não há curva nenhuma. Ele começa alto e acaba em timbre mais baixo, em uma linha reta descendente. E também não há aquele chamado baixinho no início da frase, ela começa de forma subta. Essas são as diferença de canto entre as duas espécies, mais fáceis de perceber ouvindo o som e visualizando o sonograma. Diferenças sutis pra quem não está acostumado, mas se você associar o sonograma à espécie, a distinção em campo se torna mais fácil. Outra dica, normalmente não é bom diferenciar as espécies com cantos similares pelo número de notas, velocidade ou espaço entre elas, pois, dependendo do grau de excitação da ave, esses fatores podem variar.

Fêmea do olho-de-fogo-do-sul (Pyriglena leucoptera)

Publicado por: campossallesfotografia | 11/01/2010

Fotografando pequenos pássaros em florestas

 

Fotografar qualquer ave na escuridão do interior de uma floresta nunca é tarefa das mais fáceis. Fotografar pássaros pequenos é ainda mais difícil, pois frequentemente eles não param quieto e conseguir focar e fazer a foto no meio da vegetação densa não é fácil, principalmente se você não estiver usando flash, o que faz bastante diferença na qualidade final da foto. Prefiro usar o flash somente pra preencher sombras em dias de sol, e não pra iluminar a cena, portanto, dentro de florestas, tento não utilizar o flash.

Teque-teque (Todirostrum poliocephalum). Nikon D700, Nikkor 600mm + TC 1.4x em 1/100 @ f/6.3, ISO 1000

É claro que sem o flash a velocidade do obturador será baixa, mas aí você pode compensar ou aumentando o ISO e/ou utilizando técnicas de fotografia em velocidade baixa, como mirror lock up e disparar via cabo. Mas vamos ao que interessa pra esse tópico… como fazer aquele passarinho parar um pouco num lugar mais limpo?

Primeiro você precisa de um playback com a voz da espécie em questão. É bom ter no mínimo duas vozes, o canto territorial (normalmente mais melódico), e o chamado típico (notas curtas). Qual usar vai depender da situação. Com a aproximação da ave é bom abaixar o volume do playback caso contrário ela pode se assustar e ir embora. Procure atraí-la pra um local aonde haja alguns pontos bons pra ela pousar, locais onde você poderá fazer uma boa foto. Pode ser que ela não vá direto a um dos pontos escolhidos, mas com um pouquinho de insistência (com bom senso) a tendência é que ela pouse por alguns segundos em um desses galhos mais abertos, pois ela também está curiosa da origem do som e, deste local, ela também conseguirá uma visão melhor. Aproveite o momento, pois é difícil ela voltar. E claro, por favor, sempre use o playback com moderação, especialmente com tiranídeos, que tendem a ficar ocupados procurando a origem do som por mais tempo e não se sabe ao certo o que de negativo isso pode causar à ave.

Patinho (Platyrinchus mystaceus). Nikon D700, Nikkor 600mm f/4 em 1/40 @ f/5, ISO 1000

Publicado por: campossallesfotografia | 04/01/2010

Otimizando a relação custo-benefício em 2010

 

Primeiramente, bom ano novo a todos! Eu não sou uma pessoa supersticiosa, realmente não acredito em nada disso (passei o reveillon na praia mas absolutamente NÃO pulei 7 ondinhas, hehe..), mas todo começo de ano é natural que a gente pare pra pensar um pouco nos objetivos, no que queremos fazer esse ano e como melhor os atingirmos. Claro que estou falando de objetivos fotográficos. Parto de três premissas básicas:

1 – Todos temos dinheiro e tempo limitados (mesmo que a quantia de ambos varie pra cada pessoa).

2 – Todos nós queremos fazer as melhores fotos possíveis.

3 – Não moramos num paraíso fotográfico.

Muitas pessoas acabam optando por fotografar no final-de-semana em locais próximos à sua casa, pois é mais barato mas que não possuem tantas atrações assim. Por exemplo, podemos ir numa matinha próxima durante 25 dias por ano. Ainda assim existe um custo pra isso, com combustível e tempo, e os resultados são escassos. O custo pode ser pequeno mas multiplicado pelo tempo maior acaba ficando grande no final das contas. Nesses 25 dias supomos que vc faça 10 fotos muito boas, dá uma média de 1 foto excelente a cada duas saídas e meia.

Agora um outro exemplo, vc vai viajar pro Pantanal durante 7 dias. Claro que os custos dependem muito de onde vc vai ficar, se vai de avião ou carro, se vai rachar com algum amigo, etc. Mas supomos que vc consiga um custo final apenas um pouco maior que o total contabilizados nas 25 saídas próximo à sua casa, o que é bastante provável. A diferença é que gastando um pouco a mais vc não só conhece um local novo como tem grandes chances de fazer muito mais fotos boas, digamos, 3 por dia. Ou seja, 3 x 7 = 21 fotos boas, mais do que o dobro do que vc faria perto de casa por bem menos que o dobro do custo. É uma questão de otimizar valores. Viajar pra fotografar vale muito a pena.

Outra coisa relativa a sair pra fotografar perto de casa: Concentre-se nas espécies em que sua região é mais forte. Por exemplo aqui em Campinas temos tucanos, mas são bem ariscos, difícil se aproximar. Por que eu vou perder tempo pra fazer uma foto meia-boca de um tucano aqui se no Pantanal eu posso fotografá-los muito mais facilmente? Não, aqui eu vou focar nas espécies mais comuns daqui, como canário-do-campo, tesoura-do-brejo, corujinha-do-mato, etc.

Tucanuçu (Ramphastos toco) fotografado no Pantanal, MS.

Posso dar outras sugestões também, como por exemplo participar de workshops de fotografia, aonde vc pode aprender em um só dia o que poderia demorar literalmente anos de tempo e dinheiro. Ou ainda pra não gastar seu orçamento pra compras de equipamentos com besteiras. Ao invés de comprar aquela lanterninha xenon com sinalizador de emergencia e luz noturna em 4 modos diferentes, compre uma bela caixinha pra playback, ou um better beamer pro seu flash… primeiro gaste em equipamentos que realmente fazem diferença na sua fotografia, só depois gaste com as “frescuras”.

Publicado por: campossallesfotografia | 27/12/2009

A real chance de achar uma espécie rara

 

Acho que todo passarinheiro quando vai explorar alguma área sempre tem a esperança de encontrar alguma espécie rara. Seja num fundão da Amazônia, seja no parque perto de casa. Mas o que exatamente é uma espécie rara? Acho que ela pode ser definida por 2 fatores:

1 – Quando realmente há poucos indivíduos da espécie (seja globalmente ou naquela região).

2 – Quando ela é muito arisca ou de hábitos reclusos.

Ou ainda uma terceira opção, a mais difícil de todas, uma combinação dos 2. Talvez esse seja o caso do enigmático tietê-de-coroa (Calyptura cristata), considerado umas das 10 aves mais raras do mundo e encontrada somente em uma pequena área de Mata Atlântica (até onde se sabe), mais ou menos do litoral norte de SP à Serra dos Órgãos no RJ. A população dessa ave realmente deve ser bem pequena, e pra piorar ela é minúscula (8 cm), com certeza não possui voz identificável a distância e vive no alto das árvores. 

Mesmo em sua pequena área de ocorrência, ainda assim estamos falando no mínimo de muitas centenas de km2 de florestas. Pode ser que nesse exato momento um casal de tietê-de-coroa esteja explorando uma árvore frutífera na beira de uma estradinha cortando a mata, mas não há ninguém lá pra registrar. Dessa forma, quais são as chances? Geralmente exploramos somente as bordas das matas ou a área imediatamente ao redor das trilhas, mas mesmo assim cobrimos quanto por cento da floresta? Certamente uma porcentagem mínima. Voltando ao exemplo acima, pode ser que esse casal frequente essa mesma árvore na beira da estradinha durante vários dias seguidos até acabar o alimento e ainda assim quais são as chances de alguém com conhecimento ver isso… 0,01 % ?? Talvez daqui um mês algum passarinheiro passe pelo local e aí já será tarde demais, aquele casal de tietê-de-coroa já pode estar muito longe dali. O que quero dizer é que o esforço amostral é sempre muito pequeno. A não ser que o tietê-de-coroa frequente o quintal de uma pousada de observação de aves ou um local muito frequentado por pelo menos uma semana, encontrar um será difícil, um mero acaso da sorte de estar no local certo e na hora certa. Não impossível, mas pouco provável.

Mas mesmo assim talvez não baste estar no local certo e na hora certa se vc não está com a mente programada pra achar um tietê-de-coroa. Ele pode literalmente passar na sua frente e vc não ver.  Sejamos realistas, acho que quase ninguém sai a campo com a firme esperança de encontrar um. Normalmente nos ocupamos com outras espécies. Veja esse video-teste abaixo. Vc consegue contar quantos passes de bola o time de branco faz?

Agora, vc notou o urso passando bem no meio da ação?? Eu só vi depois que ele avisou, e acho que isso acontece com a maioria das pessoas. Ou seja, talvez no momento que o tietê-de-coroa passar na sua frente vc esteja ocupado tentando observar alguma outra espécie, com a mente focada em outra coisa… e pronto, perdeu a sua chance, na vida real não tem replay. Ou ainda, quantas espécies raras vc poderia ter observado e simplesmente não viu? Isso deve acontecer com mais frequencia do que a gente imagina. Quando estamos fotografando aves é até pior, pois frequentemente nos ocupamos com muitos outros detalhes.

Até mesmo nos EUA e Inglaterra, onde o número de passarinheiros é muito maior que no Brasil, com alguma frequencia ainda são encontradas espécies novas para esses países. Mas no dia que alguém encontrar um tietê-de-coroa e tornar isso público, certamente a chance de outras pessoas acharem aumenta, pois muitos iriam para a área com a mente fixa procurando um passarinho amarelo de 8 cm. Nunca subestime o poder da mente humana, quem procura acha!

Bom ano novo e com muitas aves raras!

Caburé-acanelado (Aegolius harrissii), espécie rara localizada inicialmente através do canto.

Publicado por: campossallesfotografia | 22/12/2009

Quando o azar e a sorte andam de mãos dadas.

 

Como falei no último post, esses dias atrás fotografei uma mãe-da-lua-parda (Nyctibius aethereus) na REGUA, no RJ. A história dessa foto foi a seguinte: essa ave já estava sendo observada numa certa trilha da reserva já a uma duas semanas. Ela ficava sempre no mesmo local durante o dia, como é de costume dos urutaus. Fui com o Leonardo Pimentel, que também trabalha como guia na REGUA, na trilha onde a ave era observada. O local era distante, a cerca de 1.800 metros de seu início, o que, carregando a 600mm no ombro, não foi nada fácil, principalmente pq era subida o tempo todo e estava quente…

A grande decepção foi que chegando lá, é claro, a ave não estava no local de costume. Procuramos ao redor mas nem sinal dela. Fiquei muito decepcionado, afinal não é todo dia que vc tem a chance de fotografar essa espécie, vai saber quando eu iria encontrá-la novamente, talvez pudesse demorar muitos anos! Mal sabia eu que seria apenas uma hora depois….

Já tinha como perdido a oportunidade da foto da mãe-da-lua-parda. Estávamos descendo a trilha de volta pro carro e, já chegando no final dela o Leonardo fala “achei o urutau!” Não acreditei, mas ele tinha achado mesmo (valeu Leo!), lá estava o bichão pousado num galho quebrado a uns 15 metros do solo, bem escondido no meio da vegetação. Interessante que na hora que bati o olho notei a diferença pro urutau-comum (Nyctibius griseus)… era bem maior, enorme mesmo, mais amarronzado e com a cauda nitidamente mais longa. Olhando com o binóculo dava pra notar também que a íris tinha uma cor meio acinzentada, bem diferente do amarelo forte do urutau-comum. Voltei no dia seguinte mas ela não estava mais naquele local.

Não sabemos ainda se trata-se do mesmo indivíduo ou outro, o que seria ainda mais incrível. Pode ser outro mesmo pois o local desse avistamento era bem longe de onde ele estava sendo avistado antes. Essa subespécie, N. aethereus aethereus, é a mais rara de todas. Há mais duas subespécies, ambas da Amazônia, que são vistas com um pouco mais de regularidade. Dessa porém os avistamentos são raríssimos, parece que o último confirmado na região da Serra dos Órgãos vem do início do século passado! Há também algumas diferenças morfológicas, essa subespécie é maior e com a plumagem menos avermelhada, o que pode lhe render status de espécie independente no futuro.

Vendo da trilha a ave estava bem encoberta pela vegetação.

Foi preciso sair da trilha pra achar um lugar na mata onde tinha uma brecha pra fotografar. Nikon D700, Nikkor 600mm f/4 em 1/200 @ f/9, ISO 200, SB-600. Disparado via MLU.

 

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